sábado, 28 de julho de 2007


Dia desses me lembrei de um álbum do Steel Pulse chamado VEX que tem um texto introducional muito bom.
O texto está no encarte do disco, e foi escrito por Faybiene Miranda em 1994.
Fiz uma tradução do texto e juntei com algumas idéias minhas.
Como resultado: mais uma música!
Assim que gravá-la, disponibilizarei no www.myspace.com/fredgomes
Por enquanto, curtam o texto adaptado:


Pra falar de opressão não me falta exemplo.
Pra falar de opressão, até me falta tempo.


A evidência que sustenta o inevitável confronto entre a desigualdade e a tão calada justiça, está escrita em sangue pelas páginas do tempo.
Pra falar de opressão não me falta exemplo.
O povo sempre foi marcado pelo sofrimento.

Capítulo, parágrafo, do livro do lamento que é a vida pode crê.
Mas não vou esquecer, que tem gente que ta na luta, ta na luta pra vencer.
Forças do futuro se preparam para amenizar.
As marcas dessa decepção histórica.

Os tempos estão mudando, a gente não consegue acompanhar.
Mártires morreram pra uma lição nos ensinar.
Tremores vindos debaixo vibram com toda fúria.
O dedo no gatilho fica mais justo a cada dia.

Nossa paciência já está se acabando.
Nossas mentes eles estão sempre violando.
Sem sentimento, nem piedade. Ninguém pode explicar.
Explosivos, sem se abalar, nosso prazer e sofrimento.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Se o Dub é o meu remédio


Se o dub é meu remédio, King Tubby, Mad Professor
Foi quem me receitou, vibe de Jah me pegou
Meu olhar modificou, minha mente apaziguou
Então JahJah já vai já chamar Jah já vai já

Então se liga na missão, que todo dia temos uma
Acordou, pôs o pé no chão, foi em direção à rua
E logo encontrou realidade nua e crua
Não se esqueça do laço social entre a minha vida e a sua
Tipo sol e lua, tipo operário e patrão
Um depende do outro, mas ser humano é sem noção
Sempre visa o lucro, esquece do brother pela ambição
Na tela do caixa eletrônico tem bem mais de 1 milhão
Dinheiro que ta sobrando, sustentando geração após geração

Ilusão, dinheiro não compra satisfação
Segurança, não se faz com bala e sim com educação
Essa retaliação em coisa boa não vai dar
O número de miseráveis cada dia cresce mais
Os ricos aumentam os muros pra buscar a paz
Eu vejo Berlim em cada cidade do país
Essa é uma realidade que eu nunca quis
O povo se matando, os milicos pedindo bis

Segregação, apartheid social, separação
De um lado o pobre, do outro o verdadeiro ladrão
Vídeo com esse som:
BIG UP!

quinta-feira, 12 de julho de 2007







E vem chegando os JOGOS PANAMERICANOS!
Lucros para os ricos e BALA para os pobres.
Existe mais de uma realidade ao seu redor.

Estátua da Liberdade na Barra da Tijuca?!
Um dia eles tacam fogo num índio e dizem: puts....pensei que era um mendigo...
No outro dia eles espancam uma doméstica e dizem: noooossa, viajei! pensei que fosse uma prostituta...
Me parece que os jovens estão emburrecendo.
E se um dia todos os mendigos e prostitutas resolverem se rebelar?!
Somos minoria no país dos miseráveis.

O poder está na mão de pouquíssimas pessoas como sempre.
Mas essas pessoas se esquecem - ou não sabem - que o dinheiro não compra TUDO no mundo.
Compra muitas coisas, mãs não compra a satisfação de quem está sempre de fora.
Não compra a satisfação de quem está sempre excluído desse joguinho simulador de uma realidade onde a evolução e a tecnologia só nos trazem o bem.

E mesmo assim, cegamente, milionários continuam a investir em seu próprio fim.
Milhões...
Milhões....
Milionários....bilionários.....
Que diferença faz a partir de um certo ponto?!
Já que não consegue gastar nem um décimo do que tem.....porque acumular mais dinheiro?!
São apenas números numa tela.
APENAS NÚMEROS NUMA TELA.
"O que é assaltar um banco, diante de FUNDAR um?!"
Brasil: o país das maiores injustiças, onde os bancos comandam o país, e a gente sempre paga os juros mais altos do planeta.

A longo prazo não se pensa no resultado. Só importa o prazer do agora.
E é aí que encontra-se a burrice da elite.

Até quando o povo aguenta sofrer?!

Apresse-se! Construa logo seu esconderijo!!!!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

A minha sina


Enquanto eu ando eu faço rima.

Eu to sonhando, eu to rimando.

Eu to acordado, palavra em cima.

Essa minha sina eu vou levando.

Não sou o rei do freestyle, tão pouco o dono da verdade, mas se você se ligar na vibe vai ver que tem sinceridade.

Sinceridade na palavra é uma meta que eu busco, independente do assunto, seja suave ou seja brusco.


Tem muita coisa que tá na cara, mas muita gente não consegue ver.
Porque simplesmente olhar, não te faz entender.

É preciso pensar, é preciso refletir.

O preconceito, deixa de lado, senão você não vai sair do lugar comum que muita gente se encontra.

To ligado, sou só mais um, mas muita gente se espanta quando alguém pega o microfone e a realidade canta.


Gomes