quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Algumas idéias legais

Todas retiradas do livro A Arte de Argumentar - Antônio Suárez Abreu

"Há pessoas que vestem uma espécie de armadura virtual para se defender.
O tempo passa e elas não percebem que essa armadura não as está protegendo, está apenas escondendo as feridas da sua solidão."

"O verdadeiro sábio é aquele capaz de julgar as coisas segundo as circunstâncias em que elas se inserem e não aquele que pretende expressar verdades absolutas."


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Solidão High Tech

Não tenha medo do futuro
Não tenha medo do que pode acontecer
Só não vale depois olhar pra trás e se entristecer
Com o luxo te satisfazendo, será?
Comodidade disfarçada de felicidade
Felicidade consistindo em futilidade
Coisas que te dizem que é legal fazer
Analise vitrines, alugue um DVD, parcele um bom carro, de preferência aquele da TV
Dê para o seu filho o mundo da internet, conversas digitais, solidão high tech.
Mantenha alternando entre as duas telas, televisão computador e feche as janelas.
Você venceu na vida, parabéns! Agora já tá tudo bem!
Só não se esqueça da cerca elétrica, do alarme e de todas as grades também.
Não, isso não tá certo.

Não, não dá pra ser feliz assim.
Não, isso não é ser esperto.
Não, não quero essa vida pra mim.
Não tome remédios, escute reggae.
Não tome remédios, escute raggamuffin.
Não tome remédios, escute dub.
Não tome remédios, você não precisa deles.
Procure ajudar quem está dos seus dois lados.
Procure ajudar resolvidos e desalmados.
Mesmo que não mude muita coisa nesse mundo
Ajude o patrício, ajude o vagabundo

sábado, 18 de outubro de 2008

Limite da publicidade

Em vários sites, todos os detalhes do assalto, da crise e do ursinho panda que nasceu lá do outro lado do mundo.
O sequestro.
Como começou...porque começou, todo seu decorrer...passo a passo.
Conscientização diária? Não tem.
Julgamento a ser vendido como algo sensacional? Sim.
Destaques, manchetes, enfoques em momentos e vidas, vidas que se tornam momentos...e desse para adiante, provavelmente um verdadeiro inferno.
Foi Isabella, foi Lindemberg, foram e serão vários...vários exemplos, amostras...
Em troco de?

Lucro.

Mídia a ser repensada.

domingo, 5 de outubro de 2008

SANTINHOS DO MAL!

Coloquei no meu nick no MSN:Eleições: Votar ou se Revoltar? - Cadê a responsabilidade ambiental?Várias pessoas se manifestaram mandando mensagens sobre essa sujeirada...Ou seja, não estamos sozinhos, e provavelmente somos maioria!

Pensei se não seria o caso de nas próximas eleições, juntar uma galera e organizar um ato simbólicoFazer uma camiseta com alguma frase sobre responsabilidade ambiental.....chamar a imprensa e varrer as ruas pelo menos durante uns 15 minutos em uns 5 postos de eleição.
Tipo, nos que mais enchem.....15 minutinhos ali varrendo a rua só pra rolar esse símbolo mesmo saca?

Com certeza a EPTV ia dar uma filmada e jogar uma nota no Jornal Regional, nem que fosse de 30 segundosE se a moda pega.....com certeza pode acontecer de aprovarem uma lei proibindo essa sujeirada.

Hoje em dia temos a internet pra isso....pra criar fóruns, comunidades, grupos de e-mail
Facilmente isso vira uma ação nacional mesmo com pessoas fazendo isso em vários pontos do paísNão salva o mundo...mas se é uma ação que está ao nosso alcance, porque não fazer? E sair um pouco da nossa condição de mediocridade.....pois sempre olhamos, criticamos.....e nada - ou muito pouco - fazemos....

Se alguém se identificar, favor entrar em contato!!!

fredgomesdub@hotmail.com


BLESS!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Importante

Chamado importante aos que querem ajudar o reggae nacional!

Acho que melhor do que eu explicar aqui, é você acessar o site que vou passar, e ler a convocação.

Vale adiantar que conheço a Dacal, e com certeza é uma verdadeira parceira do reggae que leva adiante um projeto de extrema importância para todos nós: http://www.reggaemovimento.com/

Fomente essa cultura que faz diferença na vida das pessoas: REGGAE.

Links para fazer download das entrevistas que o Ganja Groove já realizou, estão todas ótimas idéias e seleções sonoras.

-Stranjah (Moa Anbessa)http://rapidshare.com/files/127423401/Stranjah_no_Ganja_Groove_22_Agosto_2008.mp3

-Wil Powa (Boomshot) e Rafael WhiteJah (Zion Brothers)http://rapidshare.com/files/130442605/Ganja_Groove_58_Boomshot.mp3


-MPC (Digital Dubs)http://rapidshare.com/files/147278018/Ganja_Groove_31_agosto_-_Bate_papo_com_MPC_web.mp3

BENÇÃO

Mais uma canção minha - Problemas Principais

www.myspace.com/fredgomes

A vida tem vários momentos, e dentro deles muitas vezes a gente se questiona sobre nosso papel, e fica com a dúvida se realmente está fazendo as coisas da maneira certa e também qual o efeito delas, se realmente despertam algo nas pessoas ou não.
Mas daí a gente lembra que ninguém é perfeito...e vale a pena a gente continuar com as coisas que gostamos. Sempre vale.
Vale lembrar uma frase do Frei Betto: "A arte muda o homem. O homem, por sua vez, muda o mundo".

Parei pra pensar:
Um analfabeto precisa de alguém pra contar histórias. As letras e palavras simbolizam a fala, mas a fala já estava lá quando elas chegaram.
Uma pessoa que não sabe ler música, faz o que? Dá play no CD. Escritas de música simbolizam a música, mas a música sempre existiu.
Porque a música vem pra gente de um jeito especial e traz consigo uma vibração que só a música pode te dar, e isso está incrustrado na vida de qualquer ser humano de qualquer parte de mundo. Não se vive sem música.
Já que eu sei ler, e através da leitura concluo idéias, continuarei as levando através do som: o melhor compactador e transmissor de pensamentos.
Claro, não só para os analfabetos, mas para todos.

Esse som foi a união de 2 fritações principalmente: uma que estava latente na minha cabeça, outra que surgiu de uma idéia anotada há muito tempo, daquelas que a gente vasculha pra ver se acha alguma ajuda na inspiração.
A idéia latente, são as questões das produções independentes que ultimamente é uma assunto que está muito presente no meu cotidiano.
A idéia anotada há tempos consiste no refrão, que eu nem lembro pra qual contexto foi escrito, mas combinou com esse atual:
Lembranças caminhando no passado, desejos caminhando pro futuro. Sonhos da realidade mais honesta, um sonho onde todos possam ver a festa.

A música foi gravada numa base que se chama Medallion Riddim.
Quem quiser ouvir pode acessar:

www.myspace.com/fredgomes

Bom, é isso!
Mais uma vez obrigado pela atenção!
Abraços!

terça-feira, 3 de junho de 2008

quinta-feira, 3 de abril de 2008

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Valeu São Carlos e Rio Claro!

Dica de leitura de hoje:
http://www.fotolog.com/fyadub/25234300



quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

2007: a profecia se fez como previsto.

Há uma década, os Racionais lançavam Sobrevivendo no Inferno, seu CD-Manifesto.
O rap vale mais que uma metralhadora. Os quatro pretos periféricos demarcaram um território, mostrando que as quebradas são capazes de inverter o jogo, e o ácido da poesia pode corroer o sistema.
Eleilson Leite
Uma década se passou e a profecia anunciada pelos Racionais MC’s vem se confirmando a cada ano. Em 1997, Mano Brown, Ice Blue, Edy Rock e KL Jay trouxeram ao mundo uma obra que marcou o rap nacional em definitivo e lançou as bases do que, hoje, chamamos de Cultura de Periferia.
Estou falando do CD Sobrevivendo no Inferno. Esse disco alçou o grupo à condição de maior representante, no Brasil, de um gênero musical que renovou a música no planeta.
Pode observar. Quando algum artista quer dar uma roupagem moderna às suas canções, o produtor bota lá uns scratches, faz uma colagem com letras de rap ou tenta copiar os manos que dominam a composição rimada e ritmada do rythman and poetry.
Mas a qualidade artística de Sobrevivendo no Inferno é apenas um lado desse marco. O CD é um manifesto. Do começo ao fim, canção por canção, os Racionais vão compondo a carta de intenções do gueto. Uma declaração de revolta — revide de quatro sobreviventes. Suas armas? O rap que vale mais do que uma rajada de metralhadora.
Com seu “verso violentamente pacífico” os quatro pretos periféricos demarcaram um território, até então, definido apenas pela concentração da pobreza, violência e descaso das autoridades.
Nesse disco, os Racionais mostraram uma periferia poderosa, capaz de reverter o jogo.
Uma periferia altiva, consciente de sua condição social e do quanto lhe foi negado. Um povo que, durante décadas, foi amontoado nos arrabaldes, volta-se agora contra os que a empurraram pro gueto. “A fúria negra ressuscita outra vez…”, anuncia Mano Brown.
E vestidos com “as roupas e armas de Jorge”, esses quatro jovens, na faixa dos 27 anos, convocavam, na época, todo povo pobre do Brasil. “Periferia é periferia em qualquer lugar”, dizia Edy Rock em inspirada canção.
Estava decretado o orgulho e a exaltação do ser periférico.
Com mais de 1 milhão de discos vendidos oficialmente (e, pelo menos, a mesma quantidade reproduzida, digamos, extra-oficialmente...), esse poderoso manifesto, até hoje, cala profundamente e ainda vai influenciar multidões.
Os Racionais mostraram que a poesia pode corroer o sistema, constranger as elites. Um ano depois de lançar o Sobrevivendo no Inferno, o grupo ganhou o Vídeo Music Award da MTV com o clipe da canção mais famosa do disco — Diário de um Detento. Surpreendendo a todos, ao aparecer para receber o troféu Mano Brown disparou: “dedico este prêmio a minha mãe que me criou lavando muita roupa suja de playboys como vocês…”.
Não, Mano, o sistema não está sob teus pés. Mas a periferia tornou-se altiva, admirada, consicente de sua condição e do quanto lhe foi negado
Em uma das faixas do CD, a que mais gosto, Estou ouvindo alguém me chamar, a letra fala de um jovem que se inicia no mundo do crime. Seu batismo foi num assalto a uma butique do Itaim. “Todo mundo pro chão, pro chão, o cofre já estava aberto, o vigia tentou ser mais esperto…”, e por aí vai. Em tom reflexivo, vem conclusão dessa parte da história: “Pela primeira vez eu vi o sistema aos meus pés, apavorei, desempenho nota 10”. Imagino que o Mano Brown e seus amigos, diante daquela platéia de brancos bem-nascidos no evento da MTV, tenham pensado o mesmo.
De repente, diante dele, centenas rapazes e moças de bochecha rosada aplaudindo-o por ter feito um clipe falando do massacre de 111 presos, quase todos pretos, todos pobres, gente encarada pelo Estado como entulho. Não, Mano Brown, o sistema ainda não está sob seus pés. Como você próprio diz, és um “efeito colateral que seu sistema fez…”. Mas os Racionais abriram um caminho. Como é dito no CD/Manifesto: “eu sou apenas um rapaz latino-americano apoiado por mais de 50 mil mano…”.
Penso que a “base social” dos Racionais tenha multiplicado- se pelo menos dez vezes.
Depois de Sobrevivendo no Inferno, veio o Ferrés, mostrando que na Favela tem escritor de qualidade. Surgiram o Samba da Vela, o Sarau da Cooperifa e outros tantos movimentos que engrandecem a periferia. A última canção do disco chama-se Salve. Nela, os músicos dos Racionais citam mais de 60 quebradas: Jardim Ângela, Jardim Ebrom, Vaz de Lima, Vila Calu, Grajaú, Cidade Tiradentes, São Mateus, Brasilândia etc.
São regiões da metrópole paulistana que só apareciam nas páginas policiais e nos registros dos detentos nas delegacias e no extinto Carandiru. Mas hoje, caros racionais, graças ao talento e à firmeza ideológica, para usar uma expressão cara ao MST, de artistas como vocês, esses bairros periféricos aparecem, cada vez mais, como redutos de uma arte original, bela e comovente.
Não por acaso surgiu a Agenda Cultural da Periferia.
O movimento cultural já justifica um Guia próprio.
Uma novidade surgida em 2007 que nos enche de orgulho. De São Mateus, vem o melhor disco de samba do ano com o registro fonográfico do Berço do Samba de São Mateus.
Um dos projetos literários mais interessantes do ano é a Coleção Literatura Periférica, da Global Editora, que trouxe, nos três primeiros volumes lançados neste ano, Sergio Vaz, Sacolinha e Alessandro Buzo.
O Sacolinha já foi escolhido para a Jornada Literária de Passo Fundo do ano que vem. O Vaz recebeu proposta para traduzir sua obra na França. O Buzo logo será assediado por cineastas em busca de uma história original, veloz e instigante.
E para 2008 teremos mais.
Dez anos depois, a profecia se cumpre outra vez.
Neste grande ano, o exemplo maior, entre tantos outros, da força da cultura suburbana, foi a realização da Semana de Arte Moderna da Periferia, realizada em novembro, liderada pelo Sarau da Cooperifa.
Nesse evento, o povo do gueto mostrou bem o que diz o belo samba interpretado por Beth Carvalho: “da fruta que eles gostam, eu como até o caroço…”. Salve Racionais MC’s. Salve Periferia. Que 2008 tenha muito mais arte.
Não tenho dúvida. Por meio da cultura, pode-se virar o jogo.