quarta-feira, 30 de junho de 2010

BIG BANG POW POW - 3ª Edição



Na sexta, dia 09/07, a partir das 22h30, São Carlos poderá conferir
uma noite de Reggae inesquecível: Big Bang Pow Pow – Edição
Soundclash.
Em sua 3ª edição, a festa que é realizada pelo Coletivo Ganja
Groove, apresentará uma novidade para o seu público: uma disputa
realizada entre 2 grupos de DJs.
Soundclash é como chamamos a tal disputa, onde 2 grupos
apresentam músicas exclusivas (os famosos dubplates), e o
público tira sua conclusão de quem tocou as melhores canções.
Artistas nacionais e internacionais do Reggae gravam canções
exclusivas para os grupos que as tocarão, enaltecendo o tal
grupo em suas letras, dizendo o porque esse grupo deve ser o
vencedor da batalha.
A batalha na verdade é uma grande brincadeira, onde DJs
confraternizam e celebram a música Reggae, e o público – quem
mais ganha com isso – desfruta da oportunidade única de ouvir
canções raras que provavelmente não ouvirão novamente em outro
lugar.
Os grupos que disputarão o Soundclash nesta noite serão
Reggaematic Crew (SP/França) e Muamba Sounds (SP).
No aquecimento da festa dando todo o clima e esquentando a
pista, Ganja Groove faz a seleção sonora em vinis, contando
ainda com a projeção visual temática criada pelo VJ do grupo.
E nessa festa, as mulheres ainda serão privilegiadas: Até às 00h
elas entram de graça!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Assaltos e Opiniões

Há um tempo atrás, participei de uma situação nova em minha vida: um assalto a mão armada.

Dei azar: estava no lugar errado, na hora errada.
Estava na correria de sempre, depois de estudar e trampar o dia inteiro, fui a um estabelecimento divulgar uma das festas de reggae que fazemos na cidade e conversar sobre possível patrocínio para a próxima festa.
Dois homens encapuzados, um deles armado, entraram no estabelecimento para realizar o assalto. Eu não tinha nada a ver com o lance...mas estava lá.

Dei sorte: só me levaram o celular e a chave do fusca.

Dei azar: chaveiro 24h custa caro pra caralho, e perdi todos meus contatos, além de ter que comprar outro celular.

Batendo um papo com a família esses dias, lembramos de um caso ocorrido em 2007 que tomou grande proporção na mídia:
Luciano Huck foi assaltado, e descobriu que o mundo não é tão lindo. Escreveu um artigo na Folha de SP revoltado com o assalto.
Em resposta ao texto de Huck, Ferréz escreveu outro artigo na Folha de SP.

Como esse assunto - assalto - faz parte do cotidiano do Brasileiro, e eu ainda não havia postado nada sobre isso aqui...hoje resolvi postar.
É interessante ver duas opiniões tão distintas...e os dois lados da moeda.

Texto de Huck:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u336144.shtml

Texto de Ferréz:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u336145.shtml

Mente em reflexão é sinal de evolução.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Rastafaris entram no clima da Copa



Tava conferindo umas notícias e achei essa manchete curiosa, resolvi ler.

Rastafaris entram no clima da Copa
http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2010/06/rastafaris-entram-no-clima-da-copa.html

O que achei mais curioso é a parte em que diz assim:
"Estamos muito felizes pela Copa ser aqui e termos essa oportunidade de trocarmos experiências com pessoas de todo o planeta. É um sentimento de amizade rasta – disse Dowie Afrikaner, guia da comunidade que faz parte do roteiro de atrações turísticas de Knysna."

Provavelmente eles não sabem de muita coisa que está acontecendo por causa da Copa.
Trago então para vocês, algumas informações que obtive lendo a revista Piauí, num artigo de Daniela Pinheiro.
Quem tiver acesso e puder ler o artigo inteiro, vale a pena!
Aí vai:

Na Cidade do Cabo, existe um subúrbio chamado Athlone onde a maioria que ali vive é pobre e desempregada.
O local é repleto de favelas, e uma das poucas atrações que ali existem é o estádio de futebol que costuma ser palco das finais do campeonato regional.
Encarregados de selecionar os locais dos jogos na Copa do Mundo na cidade, a prefeitura e o governo da província sugeriram Athlone. As autoridades vislumbraram a possibilidade de, finalmente, criar empregos na periferia da segunda maior cidade do país. A ideia era aproveitar o evento para pavimentar avenidas, construir novas casas, reformar as antigas, incrementar o transporte público.
A comitiva da Fifa foi informada da importância de escolha de Athlone para a melhoria da vida de milhares de pessoas que moram ali. Porém, a comitiva está mais interessada no público global da Copa do que na particularidade nacional.
"Os bilhões de espectadores não querem ver favelas e pobreza pela televisão", disse um dos inspetores da Fifa ao jornal Mail & Guardian.
Anunciou-se então a construção de um novo estádio num dos bairros mais ricos da Cidade do Cabo. O estádio Green Point foi erguido entre o mar e a Table Mountain, o cartão postal da cidade. A área que era uma das poucas reservas verdes da cidade, foi substituída pelo estádio.

Mais dados:
O Parque Kruger é a maior reserva natural da África. Em 2006, um consórcio ganhou a licitação para construção de um estádio na entrada do Kruger.
Entre as exigências do grupo, estava a de que engenheiros e trabalhadores especializados fossem instalados onde a luz e os aparelhos de ar condicionado estivessem garantidos.
A única edificação em condições era uma escola primária de uma favela perto da obra.
O governo da província não teve dúvida: há 3 anos a escola abriga o alojamento dos trabalhadores.
E as crianças foram transferidas para salas provisórias, em conteiners de alumínio sem ventilação nem janelas.

O estádio custou 140 milhões de dólares. Depois da Copa, dificilmente lotará os seus 46 mil lugares. Sua construção foi acompanhada por um escarcéu de suspeitas de corrupção, superfaturamento e desvio de verbas.
A contragosto, o governo formou uma comissão para apurar as denúncias.
Uma semana antes de ser convocado para prestar depoimento, o porta-voz de uma comunidade pobre na região, Jimmy Mohala, foi assassinado em frente a sua casa por homens encapuzados.
No início do ano, Sammy Mpatlanyane, vice-diretor do Departamento de Esportes, Cultura e Recreação, também foi morto a tiros.

Não to aqui pra julgar ninguém, mas me parece que os rastas da maior comunidade da África do Sul estão um pouco desinformados.

Essas são apenas algumas das informações do lado obscuro da copa.
Quem se interessar em saber mais, procure pela revista Piauí edição 44, de maio.