Ano que vem eu quero:
Mais reggae, mais paz, mais amor, mais união, mais emprego, mais saúde, mais educação.
Quero mais gente podendo estudar e trabalhar, quero mais gente aprendendo a plantar e colher, quero mais gente tomando suco em vez de refrigerante.
Quero que mais pessoas possam descansar no final de semana tomando uma cerveja com os amigos.
Quero que as pessoas tenham mais tempo pra fazer aquilo que elas gostam, pois precisamos cada vez mais das nossas válvulas de escape.
Quero mais políticos falando a favor da legalização do plantio da cannabis, quero discussões mais profundas sobre segurança colocando em foco não só polícia e exército, mas sim educação.
Quero mais espaço para a arte e a cultura como um todo, pois mesmo com essa vida louca que muita gente tem vivido, ao menos se pudermos ter um amor pelo qual viver, poderemos fazer algo além de sobreviver e assim experimentar sentimentos variados.
Quero menos preconceito com cor, credo e opção sexual.
Quero mais tolerância com as diferenças de opinião.
Quero mais sabedoria para entender até onde conseguimos chegar nas nossas empreitadas, para podermos manter a mente em equilíbrio e não ofender nem machucar nossos irmãos.
Quero ligar a TV e ver mais notícias boas e menos notícias ruins.
Quero poder ligar o rádio e poder ouvir algo além de Lady Gaga.
Quero que as culturas possam ser o que elas são, sem dono e sem patrão, e que não sejam oprimidas pelo o que dita a mídia.
Quero que as pessoas percebam que gigantescas fortunas acumuladas muitas vezes não passam de números que crescem inutilmente, quando poderiam estar salvando e mudando diversas vidas.
Quero que as pessoas (inclusive eu) aprendam a fazer mais o bem em pequenas atitudes do dia-a-dia, pois não adianta imaginar as soluções pro mundo sentado sozinho em casa, e brigar com o seu vizinho.
Eu não sei dos rumos do mundo.
Não sei se ele vai melhorar ou piorar...não sei qual a referência que nós – seres humanos – podemos utilizar para falar de evolução, já que no deslumbre de nos acharmos os mais inteligentes seres da Terra, simplesmente por sermos pensantes, achamos que podemos dizer o que é o “melhor” e o que é o “pior” para o planeta.
Simplesmente ainda não nos entendemos como um simples animal compartilhando de um organismo que é o mesmo para todos, e talvez sejamos o tal problema que tanto procuramos resolver olhando para fora de nós mesmos.
Para mudanças não deveriam existir datas, prazos e marcações nas agendas...
Mas já que nos habituamos a ter esse sentimento de mudança em todo final e começo de ano, me deixo levar por essa sensação...e penso:
No ano que vem...
Quero que eu e o mundo consigamos olhar mais para dentro.