domingo, 31 de agosto de 2014

Insônias

Vasculhando antigos textos, encontrei esse daqui que foi escrito em janeiro de 2014.

Insônia.
Mas não por falta de sono, nem por falta de cansaço.
Sem culpa, sem peso.
Mas com tantos sonhos, tantas dúvidas, tantos desejos e algumas vontades.
Novo demais para se acomodar, talvez velho demais pra se jogar.
Medo daquilo que aprendeu a temer, querendo acreditar que seus sonhos possam se realizar um dia.
O maior sonho? Aceitar a condição e não se ferir.
Aceitar a condição e sorrir, tirar o melhor dela, encontrar e cumprir uma missão.
Ainda está aqui, sem saber a duração de cada passagem, mas entendendo que cada dia é tão breve quanto tão longo para desperdiçar ou para querer resolver o mundo.
Um certo gosto por paixões de um dia, um gosto por amores de semanas, gosto pelas poucas horas que parecem durar mais de um mês.
Com a música fora e a música dentro, ouvindo e aprendendo, devolvendo e ensinando, buscando nela sempre a melhor forma para se entender. Se aproximando do entendimento ao se expressar, ou cultivando mais ideias para sonhar. Mais ideias para acordar...para dormir.
Somando pessoas e lugares para sentir saudades.
E a cada novo sorriso que contagia, a cada novo abraço que acalanta, a cada nova palavra que conforta e uma mente atenta disposta a tentar se entender, uma nova sensação se revela dentro como uma surpresa.
E a cada nova sensação, aquela impressão de que tudo está se resolvendo.
Mas uma mente atenta, observadora, inquieta, criativa e sedenta...nunca se resolve.
A resolução que era uma impressão, se transforma numa pavorosa certeza: incerteza.
Admirável a capacidade de no meio do furacão olhar para dentro e dizer: obrigado.
Se lembra dos rostos de sua família, a de sangue e a de sintonia.
Pensa em todos, agradece a presença de todos em sua vida, entende a importância de cada um para si e para o mundo...e aos poucos compreende a importância, necessidade e essência dos conflitos.
Às vezes os olhos brilham de paixão pela vida, e às vezes brilham como os olhos de uma criança com medo em meio a lágrimas.
Um abraço talvez o salve da agonia por algumas horas, por alguns dias...mas ainda não encontrou o abraço eterno. Existe isso?
Ainda não encontrou o seu próprio abraço.
Consegue então agradecer ao furacão e luta fortemente dentro dele, segura em suas próprias mãos, protege a própria mente e acredita que ao passar por ele, poderá transmitir para alguém novos ensinamentos.
O sorriso presente nas ruas, nem sempre reflete a realidade que existe ali dentro.
E a simples pergunta: porque?
Não, já não se preocupa mais em responder. Já aprendeu que se não acontecessem algumas coisas espontâneas e involuntárias em sua vida, seria então privado de calejar a alma.
É o que a fortalece.
Mas qual a sua força? Ainda luta, e segura firme em suas próprias mãos.
Mais uma vez a claridade se apresenta intensa.
Ainda bem que mesmo entre nuvens e temporais, um raio de luz ainda consegue escapar e adentrar o quarto.
Mais um dia: lutar para sonhar, para sonhar em nunca parar de lutar.
Pelo mundo?
Não. Agora a luta é por ele.

Vou

Tive vontade de ir.
Achei melhor ficar.
Tive certeza: preciso ir.
Resolvi ficar.

Mas aí, achei que era cedo pra me acomodar!
Resolvi partir…
Me disseram porém: é tarde pra se jogar.
Resolvi ficar…

Por quanto tempo?
O suficiente até te encontrar.
E com você?
Eu vou!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Oração


Que dias passados não façam sombra nos dias de hoje nem nos de amanhã.


Sendo assim eles não dificultarão o trilhar do caminho.

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Que a compreensão da responsabilidade para conosco não só esteja nos pensamentos, como também nas atitudes.

Sendo assim nosso templo estará resguardado.

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Que o perdão seja sincero e nos blinde contra os medos que atrapalham a realização de nossos sonhos.

Sendo assim poderemos lutar pelo que acreditamos com amor e fé.

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Que os sonhos sejam doces e as fantasias entusiasmantes, porém saibamos a hora de acordar.

Sendo assim  os olhos sempre brilharão e a alma poderá respirar livre da ilusão.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O Grunge e a Aldeia Global

Fim dos 80. Início dos 90.
Uns 30 anos atrás alguém já tinha avisado: destribalização, retribalização, novos comandos dominantes.

Todos agora começam a saber uns dos outros.
Mais ou menos, como alguém quis que fosse.
Tem um interessado maior e vários interessados também.

Mas os motivos logo ficam na cara.
Quem tem força é quem escolhe agora.
E quem tem força é quem tem dinheiro.
E quer dinheiro.