O rapaz chega ao pronto socorro e passa pelo primeiro atendimento:
Enfermeiro: _Boa noite amigão, o que está acontecendo?
Rapaz: _Angústia, frustração, decepção e medo.
Enfermeiro: _Só isso?
Rapaz: _Como assim, só isso?
Enfermeiro: _Sua pressão está normal, jajá o médico te atende, faça seu relato a ele.
Uma hora depois:
Médico: _Boa noite, me conte o que está acontecendo.
Rapaz: _Angústia, frustração, decepção e medo.
Médico: _Só isso?
Rapaz: _Como assim, só isso?
Médico: _Bom, me conte porque você se sente assim, o que aconteceu de grave hoje?
Rapaz: _Não foi hoje. É desde sempre.
Médico: _Ok. E o que acontece desde sempre?
Rapaz: _Tudo! Eu caí na real que infelizmente pra me sentir livre, preciso fazer as coisas que gosto. E elas custam dinheiro. Então pra estar vivo nesse mundo e buscar o que eu gosto, eu preciso pagar contas, e pra isso eu preciso trabalhar. Só que o trabalho é uma prisão. Então eu me aprisiono pra poder me libertar.
Médico: _Hummm, então é isso? Está insatisfeito com o seu emprego?
Rapaz: _Não é só isso! Eu tenho dificuldade de dormir. Passo o dia inteiro com sono e quando chega à noite vem todos os problemas do mundo na minha mente. Não só os meus! Mas eu penso na criança que não tem o que comer, o velho moribundo que dorme na calçada, as viagens que eu gostaria de fazer e não posso, os sonhos que mantenho vivos dentro de mim, mas que venho afogando pouco a pouco. Penso nas corrupções, penso nas pessoas que necessitam tanto enquanto alguns outros tem tanto sem precisar ter, penso na água que está acabando, no clima que está completamente doido, na estrutura de saúde e educação precária que temos!
Médico: _Ok, amigo. É o seguinte, você vai ser atendido ali naquela sala e vão te dar um calmante.
Rapaz: _Vai resolver meus problemas?
Médico: _Não, mas você pelo menos vai dormir...
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
O que eu faço (homenagem a um amigo)
Seu faço o que eu faço pelo os meus
Ninguém tem nada a ver, só quem julga é Deus
Sempre que puder eu vou ajudar
Mas calma lá
Eu não to nessa vida de bobeira não
Se eu decido me envolver é de acordo, irmão
Tudo que eu estudei, tudo que eu aprendi
Tudo que eu penei, tudo que eu sofri
Não foi fácil não
Quantas vezes abri mão
Do churrasco em pleno domingão
Trancado no quartinho no meio verão
Errando e aprendendo em mais uma gravação
Me chamavam de louco
Cantava até ficar rouco
50 takes até poder acertar
Rec, stop! Guarda essa! Essa pode deletar
Não foi fácil não
Ninguém tem nada a ver, só quem julga é Deus
Sempre que puder eu vou ajudar
Mas calma lá
Eu não to nessa vida de bobeira não
Se eu decido me envolver é de acordo, irmão
Tudo que eu estudei, tudo que eu aprendi
Tudo que eu penei, tudo que eu sofri
Não foi fácil não
Quantas vezes abri mão
Do churrasco em pleno domingão
Trancado no quartinho no meio verão
Errando e aprendendo em mais uma gravação
Me chamavam de louco
Cantava até ficar rouco
50 takes até poder acertar
Rec, stop! Guarda essa! Essa pode deletar
Não foi fácil não
Avenida Caetano Mirabelli
Eu queria ter nascido na praia
Mas eu nasci aqui no interior
A minha prancha de moleque era um skate
Jogava frescoball no corredor
Corria pro riacho, pulava na lagoa
Quando a chuva dava espaço no meio do calor
Banho de mangueira, rolê na cachoeira
Na beira da represa, eu o meu isopor
Festa junina do bairro
Cheiro de canjica na cozinha
Fogueira gigante na frente do bosque
A tarde inteira cortando bandeirinha
Mas o progresso chegou
Junto com ele o medo se alastrou
A rua não é mais o lugar das crianças
Playstation se tornou a segurança
O bosque se tornou um quarteirão
Considerado esconderijo pra ladrão
O medo faz tirar a conclusão
Melhor é derrubar as árvores então
Ninguém quer lembrar, o que gera todos os nossos problemas
Vendo apenas o ponto final, não compreendem a ilusão do sistema
Se conformam em viver em uma prisão
Confundindo liberdade com poder de aquisição
Mas eu nasci aqui no interior
A minha prancha de moleque era um skate
Jogava frescoball no corredor
Corria pro riacho, pulava na lagoa
Quando a chuva dava espaço no meio do calor
Banho de mangueira, rolê na cachoeira
Na beira da represa, eu o meu isopor
Festa junina do bairro
Cheiro de canjica na cozinha
Fogueira gigante na frente do bosque
A tarde inteira cortando bandeirinha
Mas o progresso chegou
Junto com ele o medo se alastrou
A rua não é mais o lugar das crianças
Playstation se tornou a segurança
O bosque se tornou um quarteirão
Considerado esconderijo pra ladrão
O medo faz tirar a conclusão
Melhor é derrubar as árvores então
Ninguém quer lembrar, o que gera todos os nossos problemas
Vendo apenas o ponto final, não compreendem a ilusão do sistema
Se conformam em viver em uma prisão
Confundindo liberdade com poder de aquisição
Me pergunto
Eu me pergunto: esse país é de quem?
E o mundo inteiro eu me pergunto: é de quem?
Eu tenho algo ou é algo que me tem?
O nosso empenho e o suor é por quem?
Muito dinheiro, pra poucos.
Que sabem bem o que estão fazendo.
Pra realizar os seus grandes desejos.
E sustentar os seus pequenos prazeres.
Como é que alguém pode dormir em paz...
Tendo noção do mundo vai deixar pros seus filhos?
Fingindo enquanto pode.
Que vai ficar tudo bem.
Mas lá no fundo todos sabem que isso aqui vai mal.
Que o futuro prometido é pura ilusão.
Infelizmente ninguém sabe qual a solução.
Mas os problemas já estão na cara.
E o mundo inteiro eu me pergunto: é de quem?
Eu tenho algo ou é algo que me tem?
O nosso empenho e o suor é por quem?
Muito dinheiro, pra poucos.
Que sabem bem o que estão fazendo.
Pra realizar os seus grandes desejos.
E sustentar os seus pequenos prazeres.
Como é que alguém pode dormir em paz...
Tendo noção do mundo vai deixar pros seus filhos?
Fingindo enquanto pode.
Que vai ficar tudo bem.
Mas lá no fundo todos sabem que isso aqui vai mal.
Que o futuro prometido é pura ilusão.
Infelizmente ninguém sabe qual a solução.
Mas os problemas já estão na cara.
O forasteiro
Somando pessoas e lugares pra sentir saudades.
Agradecendo por vivenciar tantas outras verdades.
O que se tinha lá, hoje já se tem aqui.
Onde loucos se encontram durante o ir e vir.
O forasteiro esteve fora enquanto muita coisa acontecia.
Até o velho loco velha lenda apareceu um certo dia.
E o seu primo ressurgiu para mostrar que ainda sabe tocar bateria.
E o sumido do tio zé que diz ainda saber fazer poesia.
Eu e meus amigos esperando uma visita do peregrino do caos.
Ele vai voltar a qualquer momento, e tudo volta ao normal.
E para aqueles que não desistiram, e esperam para celebrar.
Velhos amigos, com ou sem destino, sempre dão um sinal.
E não precisa se explicar nem precisa dar satisfação.
Só precisa tocar aquele velho acorde no violão.
(Fred Gomes e Douglas Lapena)
Agradecendo por vivenciar tantas outras verdades.
O que se tinha lá, hoje já se tem aqui.
Onde loucos se encontram durante o ir e vir.
O forasteiro esteve fora enquanto muita coisa acontecia.
Até o velho loco velha lenda apareceu um certo dia.
E o seu primo ressurgiu para mostrar que ainda sabe tocar bateria.
E o sumido do tio zé que diz ainda saber fazer poesia.
Eu e meus amigos esperando uma visita do peregrino do caos.
Ele vai voltar a qualquer momento, e tudo volta ao normal.
E para aqueles que não desistiram, e esperam para celebrar.
Velhos amigos, com ou sem destino, sempre dão um sinal.
E não precisa se explicar nem precisa dar satisfação.
Só precisa tocar aquele velho acorde no violão.
(Fred Gomes e Douglas Lapena)
O que se lembra
Quem são os tolos e cegos que não veem o que eu vi em você?
Se não viram, não entenderam, não estão dispostos a crer.
Só acreditam neles mesmos e seus sonhos desaparecem ao amanhecer.
As respostas das perguntas desaparecem ao amanhecer.
Seus desejos e suas culpas você se lembra ao amanhecer.
Agora sim você se escuta, e fica fácil de ver.
Nas ruas escuras onde eu ando e assim como em qualquer lugar.
Pelas esquinas estreitas e nas avenidas principais.
Quando está claro, ou quando é noite e eu continuo são.
Será que existe luz na insanidade em meio a multidão?
As respostas das perguntas desaparecem ao amanhecer.
Seus desejos e suas culpas você se lembra ao amanhecer.
Agora sim você se escuta, e fica fácil de ver.
E mesmo assim os sonhos desaparecem ao amanhecer.
(Fred Gomes e Douglas Lapena)
Pavio
Pra tudo há um fim.
E recomeço também.
Não vale apena sofrer.
Se não for pra ser feliz.
Já decidi: não fico mais aqui.
Nessa inércia não fico não. Por nenhum dinheiro.
Não quero, não.
Não quero mesmo.
E recomeço também.
Não vale apena sofrer.
Se não for pra ser feliz.
Já decidi: não fico mais aqui.
Nessa inércia não fico não. Por nenhum dinheiro.
Não quero, não.
Não quero mesmo.
Onde posso caminhar
Eu to cansado de ter que agradecer e ser ator de mim mesmo na vida lá fora.
Eu ouço os passos de alguém que desapareceu deixando pra trás rastros de sua história.
Eu to de saco cheio de tanto renegado dizendo o que é o que e apontando pro lado.
Mas tem alguém do bem em quem eu sempre posso confiar.
E ainda escuto os passos onde eu posso caminhar.
Você me diz que fez tudo que podia fazer por mim.
E me deixou pra viver as coisas que eu quis pra ti.
Eu estou cansado de ser melhor do que eu necessito.
E quando eu olho pra trás, contudo eu não acredito.
Eu ouço os passos de alguém que desapareceu deixando pra trás rastros de sua história.
Mas tem alguém do bem em quem eu sempre posso confiar.
E ainda escuto os passos onde eu posso caminhar.
(Fred Gomes e Douglas Lapena)
Eu ouço os passos de alguém que desapareceu deixando pra trás rastros de sua história.
Eu to de saco cheio de tanto renegado dizendo o que é o que e apontando pro lado.
Mas tem alguém do bem em quem eu sempre posso confiar.
E ainda escuto os passos onde eu posso caminhar.
Você me diz que fez tudo que podia fazer por mim.
E me deixou pra viver as coisas que eu quis pra ti.
Eu estou cansado de ser melhor do que eu necessito.
E quando eu olho pra trás, contudo eu não acredito.
Eu ouço os passos de alguém que desapareceu deixando pra trás rastros de sua história.
Mas tem alguém do bem em quem eu sempre posso confiar.
E ainda escuto os passos onde eu posso caminhar.
(Fred Gomes e Douglas Lapena)
sábado, 11 de outubro de 2014
Os pequenos momentos que valem a vida!
Este senhor da foto é o Carlos.
Ele deve ter perto de uns 80 anos e já teve dois AVCs (pelo que ouvimos dizer).
Quase todo final de semana ele vem ao SESC Araraquara e fica se distraindo na sala de
leitura. Gosta muito da orientadora Mariana que sempre conversa muito com ele.
Hoje (sábado, 11/10/2014) ele disse à Mariana que estava louco pra ouvir uma música
antiga que não saía de sua cabeça.
Mariana não teve dúvidas e mandou o senhor à Sala de Internet - onde eu trabalho.
Com uma certa dificuldade de falar, Carlos me disse todo contente que aos
finais de semana o SESC é casa dele.
Ele tentou me pedir para colocar pra tocar uma música que ele queria muito
ouvir, mas eu estava com dificuldades de entender o que ele queria dizer,
principalmente porque não conhecia a cantora e nem a música.
Por sorte naquele momento havia outro senhor na sala - o Sebastião, outro
usuário frequente da unidade - que rapidamente sacou qual era o pedido e veio
me dizer:
"Ele quer ouvir Gigliota Cinqueti, é uma cantora italiana, e ele
provavelmente quer ouvir um clássico dela: Non Ho L'eta!".
Coloquei pra rolar no telão da sala e no som ambiente um vídeo da Gigliota
cantando a tal música ao vivo em 1964. Carlos chorava e sorria!
Ao meu lado as funcionárias Juliana e Elaine diziam:
"Por favor, não começa chorar senão eu choro junto!"
A outra retrucava: "Mas como não chorar com uma cena bonitinha dessa?".
Eu me achando muito esperto rapidamente liguei pro editor web, Danilo, contei
o que estava acontecendo e tive a brilhante ideia me achando um gênio:
"Danilo, vamos tirar uma foto e elaborar um texto pra contar esse momento
ocorrido aqui na sala?".
Danilo me disse pra tirar uma foto e fazer um relato para assim que possível
ele elaborar uma postagem na página do SESC.
E eu ali, achando que tinha tido a ideia do ano! Quando de repente o senhor me
chama e fala:
"Garoto, tira uma foto minha por favor?"
Eu: "Claro! Depois será que eu poderia colocar na internet do SESC?" -
pensando que ele não entenderia direito do que se tratava...
Mas o senhor fez um jóia e falou:
"Por favor, coloca no Facebook do SESC e onde mais quiser, pode usar pra
propaganda, pra o que quiserem! Meus filhos vão gostar de ver".
É claro que nos rendeu algumas risadas!!
Bom, depois de aparecer mais uma senhora que aproveitou o momento e assistiu
ao lado de Carlos algumas canções de Gigliota cantando ao vivo para nós no
telão, o senhor subiu à sala de leitura novamente, e agradeceu à Mariana:
"Obrigado! Esse foi o melhor dia da minha vida aqui no SESC".
Mariana ainda me ligou para contar, que Carlos estava indo embora, quando de
repente voltou atrás para perguntar: "Viu...e a foto vai pro ar quando?".
Amanhã é dia das crianças!
Eu já ganhei o meu presente :)
Ah! A música que ele queria ouvir era essa:
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Ignorância desejada por alguns...
Liberam, proíbem. Proíbem, liberam.
São as leis que nos dirigem, as leis que não confio.
Proíbem, liberam. Liberam, proíbem.
São as leis que desconheço, as leis que nos dirigem.
Proíbem pra você, liberam pra quem paga.
Escolhem um laranja, notícia estampada.
Classe média vê e se sente aliviada.
Sem saber que os seus filhos fazem parte da jogada.
Quem mais compra é quem mais tem para comprar.
Quem não tem vira pedinte pra sustentar.
Fuga diária da vida que tem pra enfrentar.
Pra dormir na calçada quando a madruga chegar.
A esmola que me pedem eu sei que às vezes é pra cachaça.
E outras vezes sei que é pra dar latada.
Me diz o que resolvo quando não quero dar nada.
Se a raiz do problema ainda está sendo regada.
Com desvio de verba e rendas não declaradas.
Impostos que pagamos e não nos retornam nada.
Conquistas que compramos, direitos que herdamos.
Enquanto não usamos, não nos servem para nada.
São as leis que nos dirigem, as leis que não confio.
Proíbem, liberam. Liberam, proíbem.
São as leis que desconheço, as leis que nos dirigem.
Proíbem pra você, liberam pra quem paga.
Escolhem um laranja, notícia estampada.
Classe média vê e se sente aliviada.
Sem saber que os seus filhos fazem parte da jogada.
Quem mais compra é quem mais tem para comprar.
Quem não tem vira pedinte pra sustentar.
Fuga diária da vida que tem pra enfrentar.
Pra dormir na calçada quando a madruga chegar.
A esmola que me pedem eu sei que às vezes é pra cachaça.
E outras vezes sei que é pra dar latada.
Me diz o que resolvo quando não quero dar nada.
Se a raiz do problema ainda está sendo regada.
Com desvio de verba e rendas não declaradas.
Impostos que pagamos e não nos retornam nada.
Conquistas que compramos, direitos que herdamos.
Enquanto não usamos, não nos servem para nada.
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