DUB:O Dub é o pai do remix...
Criado no final dos anos 60 na Jamaica por produtores como King Tubby e Lee Perry.
Em princípio o dub era simplesmente uma versão instrumental de um reggae já lançado por algum artista e que virava uma grande pedra a se tocar nos bailes, pois sem o vocal o público podia interagir cantando a música e também foram essas versões dub que deram espaço para o início das improvisações ao microfone que eram feitas ao vivo - que um dia viria dar luz ao que se faz no rap: DJ + MC.
Voltando ao dub, nele os sons originais são reprocessados com efeitos, a mixagem normalmente dá ênfase ao baixo e à bateria (drum'n'bass), todo (ou quase todo) vocal original das músicas são retirados e assim se cria um estilo de música pesada no grave e cheia de ecos, delays, paramétricos, entre outros efeitos utilizados nas mixagens que dão aquele clima hipnótico e psicodélico de certa forma.
O dub revolucionou as formas como o planeta passou a ouvir e produzir música, influenciando os mais variados estilos musicais.
Atualmente existem bailes espalhados pelo mundo todo que se dedicam a ligar seus sistemas de som e tocar reggae em suas diversas formas, inclusive o DUB.
Uma particularidade que existe atualmente é que as pessoas produzem músicas já considerando o dub como um possível estilo a ser seguido. Se antes ele era invariavelmente o remix de uma música já gravada, hoje artistas já produzem músicas seguindo sua linha.
Sound System:O Sound System é o que o próprio nome já nos diz: Sistema de Som.
São as caixas que propagam o reggae tocado em vinil.
Na Jamaica esta cultura passou por diversas fases, mas o que sabemos é que no reggae ela surgiu com muita força na época em que produtores / donos de estúdio levavam seus sistemas sonoros para a rua e colocavam para tocar os discos que eles estavam produzindo. Era uma forma de mostrar o seu trabalho para a comunidade e os interessados poderem comprar.
Com o passar do tempo essa cultura foi se solidificando e muita gente passou a acompanhar esses momentos de difusão do reggae pelo sistema de som. As pessoas se juntavam para ir ouvir as novidades e aproveitavam pra tirar um lazer, queimar aquela ganja, tomar uma birra, dançar, paquerar...
A partir daí a coisa fica muito interessante comercialmente para os caras que tinham a sacada de comparecer pra vender bebidas...e mais pra frente pros caras que começam a fazer os bailes fechados em seus salões.
Com o tempo muitos produtores começaram a construir seus sistemas de som e aconteceram diversas disputas, pois um produtor ou grupo queria ter o sistema de som mais potente que o outro. De um certo modo isso incentivou a todos que vivam essa cultura a pesquisar, estudar e investir naquilo que acreditavam.
Hoje as pessoas que gostam e vivem a cultura sound system apreciam de diversas formas: tem quem queira apenas ligar o seu sistema de som entre amigos sem crise pra relaxar, tem quem curta fazer bailes pagos à noite, tem que busque formas de levar o sistema de som para locais desfavorecidos no acesso desta cultura, tem quem seja mais focado em sua coleção de vinil buscando raridades e/ou dubplates (discos exclusivos), e também existem as disputas de sistemas de som e seleções sonoras.
Resumindo muito e sem citar muitas outras questões da cultura sound system, a ideia deste texto era apenas realizar uma breve e simples introdução dessa cultura àqueles que se interessam hoje...
Existe toda uma história por trás, mas o lance do sound system é bem simples:
Caixas de som tocando reggae com grave bem forte para todos poderem dançar, celebrar, se divertir, refletir, absorver as frequências e as mensagens estejam onde estiverem, seja na rua, seja na natureza ou seja em um salão.O mais importante é poder sempre propagar a mensagem pra frente e consciente, para que todos possam se divertir na paz! E assim são os bailes sound system!
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