
Nesta segunda edição do mini-festival itinerante de hip hop alternativo Sub Rap Combo 2010, que terá sua edição no SESC São Carlos dia 27/08, este ano será encabeçado por um dos mais importantes grupos do gênero em atividade: o quarteto nova-iorquino Anti-Pop Consortium (http://www.myspace.com/antipopny). Completam o programa duas atrações nacionais: Maurício Takara & Rodrigo Brandão, e o duo Afasia.
Anti-pop Consortium, álbum de estreia do grupo Tragic Epilogue (2000) marcou época ao forjar uma sonoridade que ecoava influências da música eletrônica dos alemães do Kraftwerk, dos Proto-rappers do Last Poets e do lendário Public Enemy. Dois anos depois, durante a divulgação do terceiro disco, se separaram e só retomaram atividades em 2009, com o lançamento de Fluorescent Black, que trouxe ao grupo seu período de maior popularidade. Em carreira solo ou projetos paralelos, alguns dos integrantes já se apresentaram no país: Beans durante o Sónar Sound, em 2004, e High Priest no SESC, em 2007. Agora, pela primeira vez, o Anti-Pop se apresenta no país com a formação completa.
M.Takara + R.Brandão – o primeiro é baterista dos grupos Hurtmold e São Paulo Underground e conduz um projeto solo prolífico. Já tocou com os mais diversos nomes da música brasileira (Marcelo Camelo, Instituto e Otto) e internacional (Prefuse 73, Jeff Parker do Tortoise e Exploding Star Orchestra). O segundo é MC do Mamelo Sound System, um dos pilares do rap alternativo no país e tem um currículo que inclui parcerias com Nação Zumbi, Céu e Black Alien, assim como o baterista Tony Allen (braço direito de Fela Kuti na invenção do Afrobeat), o grupo nova-iorquino Wax Poetic, e o próprio High Priest. Juntos já tocaram com o MC/poeta/produtor Mike Ladd e o mestre da percussão Naná Vasconcelos. Agora, se uniram também em um projeto com sonoridade hip-hop psicodélica, recheado de tambores de candomblé e timbres de synth high tech. Preparam para esse ano um álbum com resultados desse encontro.
Afasia, composto pelos músicos Carlos Issa (Objeto Amarelo) e Akin, se formou em julho de 2009. Lançando mão de recursos variados ao vivo – baterias eletrônicas, sintetizadores, samplers, teclados, pedais de efeito e controladores – o Afasia caminha livremente entre a ambiência e o noise, passando pelo industrial, hip hop abstrato e IDM. Variando entre batidas com timbres pesados e texturas orgânicas minimalistas, a sonoridade de Carlos Issa e Akin se constrói de forma progressiva, realimentada em camadas, através da manipulação em tempo real de cada elemento que a compõe. Cada show do Afasia possui uma atmosfera diferente, já que a espontaneidade na manipulação de cada timbre e nota é o único fator comum em cada apresentação. Um capítulo à parte dentro do gênero inclassificável da música eletrônica atual.
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