Eu queria ter nascido na praia
Mas eu nasci aqui no interior
A minha prancha de moleque era um skate
Jogava frescoball no corredor
Corria pro riacho, pulava na lagoa
Quando a chuva dava espaço no meio do calor
Banho de mangueira, rolê na cachoeira
Na beira da represa, eu o meu isopor
Festa junina do bairro
Cheiro de canjica na cozinha
Fogueira gigante na frente do bosque
A tarde inteira cortando bandeirinha
Mas o progresso chegou
Junto com ele o medo se alastrou
A rua não é mais o lugar das crianças
Playstation se tornou a segurança
O bosque se tornou um quarteirão
Considerado esconderijo pra ladrão
O medo faz tirar a conclusão
Melhor é derrubar as árvores então
Ninguém quer lembrar, o que gera todos os nossos problemas
Vendo apenas o ponto final, não compreendem a ilusão do sistema
Se conformam em viver em uma prisão
Confundindo liberdade com poder de aquisição
Um comentário:
Muito legal Fred!! Parabéns!!! Ê nostalgia!! Beijos, Lila.
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