domingo, 5 de outubro de 2008
SANTINHOS DO MAL!
Pensei se não seria o caso de nas próximas eleições, juntar uma galera e organizar um ato simbólicoFazer uma camiseta com alguma frase sobre responsabilidade ambiental.....chamar a imprensa e varrer as ruas pelo menos durante uns 15 minutos em uns 5 postos de eleição.
Tipo, nos que mais enchem.....15 minutinhos ali varrendo a rua só pra rolar esse símbolo mesmo saca?
Com certeza a EPTV ia dar uma filmada e jogar uma nota no Jornal Regional, nem que fosse de 30 segundosE se a moda pega.....com certeza pode acontecer de aprovarem uma lei proibindo essa sujeirada.
Hoje em dia temos a internet pra isso....pra criar fóruns, comunidades, grupos de e-mail
Facilmente isso vira uma ação nacional mesmo com pessoas fazendo isso em vários pontos do paísNão salva o mundo...mas se é uma ação que está ao nosso alcance, porque não fazer? E sair um pouco da nossa condição de mediocridade.....pois sempre olhamos, criticamos.....e nada - ou muito pouco - fazemos....
Se alguém se identificar, favor entrar em contato!!!
fredgomesdub@hotmail.com
BLESS!
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Importante
Chamado importante aos que querem ajudar o reggae nacional!
Acho que melhor do que eu explicar aqui, é você acessar o site que vou passar, e ler a convocação.
Vale adiantar que conheço a Dacal, e com certeza é uma verdadeira parceira do reggae que leva adiante um projeto de extrema importância para todos nós: http://www.reggaemovimento.com/
Fomente essa cultura que faz diferença na vida das pessoas: REGGAE.
Links para fazer download das entrevistas que o Ganja Groove já realizou, estão todas ótimas idéias e seleções sonoras.
-Stranjah (Moa Anbessa)http://rapidshare.com/files/127423401/Stranjah_no_Ganja_Groove_22_Agosto_2008.mp3
-Wil Powa (Boomshot) e Rafael WhiteJah (Zion Brothers)http://rapidshare.com/files/130442605/Ganja_Groove_58_Boomshot.mp3
-MPC (Digital Dubs)http://rapidshare.com/files/147278018/Ganja_Groove_31_agosto_-_Bate_papo_com_MPC_web.mp3
Mais uma canção minha - Problemas Principais
A vida tem vários momentos, e dentro deles muitas vezes a gente se questiona sobre nosso papel, e fica com a dúvida se realmente está fazendo as coisas da maneira certa e também qual o efeito delas, se realmente despertam algo nas pessoas ou não.
Mas daí a gente lembra que ninguém é perfeito...e vale a pena a gente continuar com as coisas que gostamos. Sempre vale.
Vale lembrar uma frase do Frei Betto: "A arte muda o homem. O homem, por sua vez, muda o mundo".
Parei pra pensar:
Um analfabeto precisa de alguém pra contar histórias. As letras e palavras simbolizam a fala, mas a fala já estava lá quando elas chegaram.
Uma pessoa que não sabe ler música, faz o que? Dá play no CD. Escritas de música simbolizam a música, mas a música sempre existiu.
Porque a música vem pra gente de um jeito especial e traz consigo uma vibração que só a música pode te dar, e isso está incrustrado na vida de qualquer ser humano de qualquer parte de mundo. Não se vive sem música.
Já que eu sei ler, e através da leitura concluo idéias, continuarei as levando através do som: o melhor compactador e transmissor de pensamentos.
Claro, não só para os analfabetos, mas para todos.
Esse som foi a união de 2 fritações principalmente: uma que estava latente na minha cabeça, outra que surgiu de uma idéia anotada há muito tempo, daquelas que a gente vasculha pra ver se acha alguma ajuda na inspiração.
A idéia latente, são as questões das produções independentes que ultimamente é uma assunto que está muito presente no meu cotidiano.
A idéia anotada há tempos consiste no refrão, que eu nem lembro pra qual contexto foi escrito, mas combinou com esse atual:
Lembranças caminhando no passado, desejos caminhando pro futuro. Sonhos da realidade mais honesta, um sonho onde todos possam ver a festa.
A música foi gravada numa base que se chama Medallion Riddim.
Quem quiser ouvir pode acessar:
www.myspace.com/fredgomes
Bom, é isso!
Mais uma vez obrigado pela atenção!
Abraços!
terça-feira, 3 de junho de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
2007: a profecia se fez como previsto.
Eleilson Leite
Uma década se passou e a profecia anunciada pelos Racionais MC’s vem se confirmando a cada ano. Em 1997, Mano Brown, Ice Blue, Edy Rock e KL Jay trouxeram ao mundo uma obra que marcou o rap nacional em definitivo e lançou as bases do que, hoje, chamamos de Cultura de Periferia.
Mas a qualidade artística de Sobrevivendo no Inferno é apenas um lado desse marco. O CD é um manifesto. Do começo ao fim, canção por canção, os Racionais vão compondo a carta de intenções do gueto. Uma declaração de revolta — revide de quatro sobreviventes. Suas armas? O rap que vale mais do que uma rajada de metralhadora.
Nesse disco, os Racionais mostraram uma periferia poderosa, capaz de reverter o jogo.
Com mais de 1 milhão de discos vendidos oficialmente (e, pelo menos, a mesma quantidade reproduzida, digamos, extra-oficialmente...), esse poderoso manifesto, até hoje, cala profundamente e ainda vai influenciar multidões.
Não, Mano, o sistema não está sob teus pés. Mas a periferia tornou-se altiva, admirada, consicente de sua condição e do quanto lhe foi negado
Em uma das faixas do CD, a que mais gosto, Estou ouvindo alguém me chamar, a letra fala de um jovem que se inicia no mundo do crime. Seu batismo foi num assalto a uma butique do Itaim. “Todo mundo pro chão, pro chão, o cofre já estava aberto, o vigia tentou ser mais esperto…”, e por aí vai. Em tom reflexivo, vem conclusão dessa parte da história: “Pela primeira vez eu vi o sistema aos meus pés, apavorei, desempenho nota 10”. Imagino que o Mano Brown e seus amigos, diante daquela platéia de brancos bem-nascidos no evento da MTV, tenham pensado o mesmo.
Penso que a “base social” dos Racionais tenha multiplicado- se pelo menos dez vezes.
Não por acaso surgiu a Agenda Cultural da Periferia.
Dez anos depois, a profecia se cumpre outra vez.


