quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

BAIXE GRÁTIS A MINHA DEMO!

Link pra baixar:

Pra quem não conhece o rapidshare, é simples:
1- copie o link e cole no seu navegador
2- desça a barra de rolagem, e clique lá em baixo no botão escrito "free"
3- no meio da tela, surge uma contagem regressiva. aguarde-a terminar
4- aparecerá uma caixa para digitar um código que estará logo acima.
5- digite o código que vc estará vendo, clique em download e escolha em qual pasta do seu computador deseja salvar o disco.
6- pronto! fica na vibe aeeeeeee....

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Reggae dias 17 e 24 de janeiro!!!

DIA 17 DE JANEIRO:
DIA 24 DE JANEIRO:

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Momentos


ouça esse som em www.myspace.com/fredgomes

Esse é o tipo de momento onde palavras não são necessárias.
O que se vê é o que se sente, não se sabe se a mente está a funcionar.
A imaginação retrata, o coração recebe, a fé engrandece a coragem de viver.
Acreditando que eu possa contar pra você, experiência que eu tenho que me faz crescer.
Olhar o mundo e discutir comigo mesmo o que eu preciso pra viver.
E quando eu chego num consenso, a vibe é boa, eu vou te dizer.
Aquilo tudo que eu penso que eu quero, que eu sei que é imposto pela mídia, propaganda bem pensada feita pra nos convencer, mas não vou me deixar vencer.
Então eu limpo a minha mente, e no final de tudo isso eu encontro uma resposta:
O que eu quero é você.

Essa é uma música de amor à vida.
Essa é uma música de amor aos amigos.
Essa é uma música de amor à família.
Essa é uma música de amor à música.
Essa é uma música de amor e esperança.
Essa é uma música de amor aos inimigos.
Essa é uma música de amor aos amores.
Essa é uma música de amor à música.

E quando eu vejo um menino empinando a sua pipa, cinco garotas voltando da escola.
No meio do quarteirão tem os moleques jogando bola.
São várias esperanças correndo risco de serem jogadas fora.
O pôr do sol já vem chegando, mais um dia se passou.
Várias indignações, mas a minha fé em Jah ninguém matou.
Então eu continuo olhando para a simplicidade, imaginando novos tempos que hão de chegar.
Imaginando novos tempos que contigo eu vou passar, então...

Essa é uma música de amor à vida.
Essa é uma música de amor aos amigos.
Essa é uma música de amor à família.
Essa é uma música de amor à música.
Essa é uma música de amor e esperança.
Essa é uma música de amor aos inimigos.
Essa é uma música de amor aos amores.
Essa é uma música de amor à música.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Verdade Escondida

ouça esse som em: www.myspace.com/fredgomes

Em Jah a verdade está contida.
Monte Zion, retorno pra curar toda ferida.
Olhamos pro passado e tentamos limpar.
Toda mancha, toda decepção histórica .

Pra falar de opressão não me falta exemplo.
Pra falar de opressão, até me falta tempo.

A evidência que sustenta o inevitável confronto entre a desigualdade e a tão calada justiça, está escrita em sangue pelas páginas do tempo.
Pra falar de opressão não me falta exemplo.
O povo sempre foi marcado pelo sofrimento.
Capítulo, parágrafo, do livro do lamento que é a vida, pode crê.
Mas não vou esquecer, que tem gente que ta na luta, ta na luta pra vencer.
Forças do futuro se preparam para amenizar.
As marcas dessa decepção histórica.
Tempos estão mudando, a gente não consegue acompanhar.
Mártires morreram pra uma lição nos ensinar.
Tremores vindos debaixo vibram com toda fúria.
O dedo no gatilho fica mais justo a cada dia.

Nossa paciência já está se acabando.
Nossas mentes eles estão sempre violando.
Sem sentimento, nem piedade, ninguém pode explicar.
Explosivos, sem se abalar, nosso prazer e sofrimento.
Tem muita coisa que ta na cara, mas muita gente não consegue ver.
Porque simplesmente olhar, não te faz entender.
É preciso pensar, é preciso refletir.
O preconceito deixa de lado senão você não vai sair do lugar comum, que muita gente se encontra .

Eu to ligado, sou só mais um, mas muita gente se espanta.
Quando a gente pega o microfone e a realidade canta.

domingo, 11 de novembro de 2007

ELA SABE


ouça essa música em: www.myspace.com/fredgomes


Será que você sabe o quanto eu penso em você?
Fico imaginando a hora que eu vou poder te ver.
É fácil de sentir, difícil de entender.
De repente vem, de repente vai.


Garota, garota, sabe o que acontece.
Com a minha mente ela sabe que mexe.
Inspiração vem, inspiração vai.
Inspiração que todo raggaman precisa pra rimar.
Inspiração vem, inspiração vai.
Inspiração no seu sorriso eu sempre consigo encontrar.
A vida pra viver, fica mais feliz com você.
Enfrento a babylon todo dia sem temer.
E quando chego em casa, seu sorriso cura toda dor,
tudo que passei, tudo que me indignou.

Todo homem precisa de uma mulher ao seu lado.
Parceira que deixa o raggaman tranquilo e inspirado.
Ela traz toda calmaria pra poder ficar de boa.
Quando a gente encontra alguém especial, a mente voa.

Então tem que ficar ligeiro pra não perder ela à toa.
Fica esperto no dia-a-dia, senão rapidinho ela enjoa.
Com a desculpa da rotina ela fala que cansou.
Então já era, tchau, só a lembrança que restou.
Então você mediu, então você pesou.
Tirou tudo que foi ruim, o que foi bom ficou.

domingo, 28 de outubro de 2007

Jah Rastafari


JAH RASTAFARI

A sua ignorância faz a minha propaganda.
Não adianta falar daquilo que você não pode fazer.
A minha vida é meu slogan, eu não preciso inventar.
A gente tem história, mantém o livro aberto.
Pode conferir, pode deduzir, pode querer julgar, nada vai mudar.
No livro da vida está escrito Jah.

Chegando na balada eu abraço uma missão.
O seletor tá de um lado e eu do outro com o mic na mão.
O que ele faz no play, eu faço ativando a rima.
Dando loop com a memória, alimentada pela batida.

Agradecendo todo dia pela força que vem de cima.
Vem de um lado, vem do outro, vem lá das ruas também.
Sequência de dados que da vida, vem ro rolê.
O motivo dessa canção desde o início é você.

Ei você, que presta atenção na rima.
Ei você, eu quero ver as mãos pra cima.
Ei você, essa é a vibe positva de JAH RASTAFARI!

Os 2 lados da vida, são sempre 2 lados presentes.
Mas se olharmos com atenção a gente vê que é diferente.
Cada lugar, uma história.
Cada história, personagens.

Diversos pensamentos, diversas etnias.
São vários interesses, várias ideologias.
Indiferente a tudo isso são nossas necessidades.
Igualdade não há, oportunidade não também.

Justiça também não há! Maldade tá de sobrar!
Infelizmente apatia para a maioria significa conforto.
Não há como explicar, o que vai gerar o inconsciente quando se mostrar.
Descobertas vão chegar, novidades vão virar conhecidos seus.

Dejavu aconteceu, só descobriu agora....bem vindo, espero que saiba levar a vida aqui fora.

Ei você, que presta atenção na rima.
Ei você, eu quero ver as mãos pra cima.
Ei você, essa é a vibe positva de JAH RASTAFARI!

Ouça essa música no:
Obrigado! Que Jah te abençoe sempre!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Sobre Dub e Sound System (Sistema de Som)




DUB:
O Dub é o pai do remix e da atual música eletrônica.

Criado no final dos anos 60 na Jamaica por produtores como King Tubby e Lee Perry, o dub à principio era simplesmente uma versão instrumental de um reggae já lançado por algum artista, feita especialmente para ser tocada nos bailes.
Pouco tempo depois se tornou uma espécie de arte refinada.
No dub os sons originais são reprocessados com efeitos, dando ênfase ao baixo e a bateria (drum'n'bass), tirando todo (ou quase todo) vocal original das músicas, criando uma malha de sons graves e hipnóticos, cheios de ecos e atmosferas inusitadas.
O dub revolucionou as formas como o planeta passou a ouvir e produzir música, influenciando os mais variados estilos como o house, jungle, trip hop e o drum'n'bass.
Foi utilizando o dub como base que pela primeira vez alguém pegou um microfone e cantou quase falando, dando origem ao que mais tarde se chamaria rap.

Atualmente, acontece um verdadeiro revival do dub em várias partes do mundo, principalmente na Inglaterra, sua segunda casa.
É comum ver nas raves e nas boates londrinas pistas dedicadas ao gênero.E o Dub se tornou algo tão particular, que hoje em dia o Dub além de ser esse lance de "remix", é mais um estilo musical também!
Tipo, antes o cara gravava uma música normal e depois o produtor pegava essa música e fazia o Dub.
Hoje em dia já tem gente gravando a música em formato de Dub.

parte do texto retirado do site: www.esquemageral.com.br/digitaldubs

SOUND SYSTEM:
Sound System é uma expressão que pode ser entendida de variadas formas.
Originalmente, Sistema de Som é na verdade justamente o que a expressão quer dizer: são as caixas de som que darão potência à festa.
Radiola, é o grupo que faz a seleção sonora da festa.
Se o grupo ou a pessoa que faz a festa, tiver todo equipamento, então esse grupo ou pessoa tem um Sistema de Som.
Essencialmente, aqui no Brasil, chamamos de Sound System aquilo que representa um estilo de festa jamaicana.

Então, independente do grupo ter seu equipamento próprio ou não, quando se realiza uma festa com seleção de reggae e suas vertentes, podemos chamar a festa de Sound System.
Na década de 50, a maioria dos músicos que tocavam em Big Bands jamaicanas eram negros e pobres.
A Inglaterra (colonizadora da Jamaica) começou a enviar esses negros para as guerras, e assim as bandas jamaicanas ficaram desfalcadas, causando por consequência também um grande desfalque nos eventos culturais musicais que lá ocorriam.
Foi quando Coxsone Dodd (1932-2004) teve a brilhante idéia de reunir o povo e dar play na vitrola tocando os vinis das bandas em seu sistema de som.
Assim surge a idéia do que hoje vem a ser um DJ, e com ela uma revolução.

Os DJs que promoviam as festas Sound System não apenas tocavam, mas inovavam no repertório, e tinham um microfone em mãos para mandar mensagens e animar o público, além de estarem sempre buscando incrementar cada vez mais a quantidade de caixas e equipamentos para ter um som mais potente.
É inspirado nesse tipo de festa que a os seletores Ganja Groove fazem suas apresentações.
São três pessoas destinadas a fazer a seleção sonora (chamados de selectahs), enquanto uma pessoa (chamado de toaster) fica com o microfone emanando mensagens e fazendo rimas em cima das bases de reggae.


Agradecimentos ao Cristiano DubMaster [DigitalDubs] e Stranjah [Moa Anbessa] pelas informações.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Eu não vou mais cair!


Quanto tempo demora pra a gente poder perceber
que a vida não é só de glória, tem que saber perder?
Nem tudo é como se pensa, tão pouco como se quer.
Tem que acreditar num sonho pra poder ficar de pé.
Cada dia que eu levanto ainda sonhando, eu fecho os olhos e não quero acordar,
mas alguém chama lá fora.
Um dia, mais um dia vai chegando, fôlego pra vida, esparadrapo na ferida pra poder continuar.
E eu espero calmo ele chegar ao fim, mas eu não espero a vida passar por mim.
Eu sei, eu quero seguir.
Eu sei, eu vou conseguir.
Podem os dragões me seguir, eles não vão me reprimir.
Veloz e furioso, com Dragão a gente tira racha.
Ganja Groove é puro fogo, Babilônia vira fumaça.
Pra falar de Sound System, pensamento 100% positivo, muito ativo e operante.
Aqui só tem flagrante tipo registro momentâneo de ingrediente para a nossa inspiração.
Pode ser um sorriso, pode ser um abraço ou um aperto de mão.
O importante é garantir que você vai ficar feliz.
Com tudo aquilo que você pensa, tudo aquilo que você diz.

Não vou mais cair, não vão mais me derrubar.
Ta ligado o tempo passa, a gente aprende a se esquivar.
Derruba todos os dragões, reverte o fogo pra queimar.
Feitiço contra o feiticeiro é a ira de Jah Jah.
A vida é tipo bumerangue, tudo que vem vai.
Se você só faz maldade, só maldade atrai.
Por favor, tenha piedade com ambiciosos, Pai.
Eu & Eu já sabemos, um dia a Babilônia cai!


Eu & Eu já sabemos um dia a Babilônia cai
Eu & Eu já sabemos, o povo não agüenta mais
Eu & Eu já sabemos um dia a Babilônia cai
Eu & Eu já sabemos, dinheiro não compra a paz
Mas dinheiro financia fantasia, anestesia temporária.
Distração é regra, não tem exceção, abstração necessária.
Filosofia precária, pela qual se paga barato no momento, mas sai caro no final.
Quando acorda de ressaca da ilusão
não tem remédio que cure a dor da realidade
Mas eu tenho esperança na cura da humanidade.
E ela não ta na vaidade, ela não ta em dinheiro acumulado.
É uma só a verdade, você não leva nada para o outro lado
Então se liga só nesse recado:

Não adianta, daqui nada você vai levar
Aqui se faz, aqui se paga, a vida não tem replay


Gomes

sábado, 28 de julho de 2007


Dia desses me lembrei de um álbum do Steel Pulse chamado VEX que tem um texto introducional muito bom.
O texto está no encarte do disco, e foi escrito por Faybiene Miranda em 1994.
Fiz uma tradução do texto e juntei com algumas idéias minhas.
Como resultado: mais uma música!
Assim que gravá-la, disponibilizarei no www.myspace.com/fredgomes
Por enquanto, curtam o texto adaptado:


Pra falar de opressão não me falta exemplo.
Pra falar de opressão, até me falta tempo.


A evidência que sustenta o inevitável confronto entre a desigualdade e a tão calada justiça, está escrita em sangue pelas páginas do tempo.
Pra falar de opressão não me falta exemplo.
O povo sempre foi marcado pelo sofrimento.

Capítulo, parágrafo, do livro do lamento que é a vida pode crê.
Mas não vou esquecer, que tem gente que ta na luta, ta na luta pra vencer.
Forças do futuro se preparam para amenizar.
As marcas dessa decepção histórica.

Os tempos estão mudando, a gente não consegue acompanhar.
Mártires morreram pra uma lição nos ensinar.
Tremores vindos debaixo vibram com toda fúria.
O dedo no gatilho fica mais justo a cada dia.

Nossa paciência já está se acabando.
Nossas mentes eles estão sempre violando.
Sem sentimento, nem piedade. Ninguém pode explicar.
Explosivos, sem se abalar, nosso prazer e sofrimento.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Se o Dub é o meu remédio


Se o dub é meu remédio, King Tubby, Mad Professor
Foi quem me receitou, vibe de Jah me pegou
Meu olhar modificou, minha mente apaziguou
Então JahJah já vai já chamar Jah já vai já

Então se liga na missão, que todo dia temos uma
Acordou, pôs o pé no chão, foi em direção à rua
E logo encontrou realidade nua e crua
Não se esqueça do laço social entre a minha vida e a sua
Tipo sol e lua, tipo operário e patrão
Um depende do outro, mas ser humano é sem noção
Sempre visa o lucro, esquece do brother pela ambição
Na tela do caixa eletrônico tem bem mais de 1 milhão
Dinheiro que ta sobrando, sustentando geração após geração

Ilusão, dinheiro não compra satisfação
Segurança, não se faz com bala e sim com educação
Essa retaliação em coisa boa não vai dar
O número de miseráveis cada dia cresce mais
Os ricos aumentam os muros pra buscar a paz
Eu vejo Berlim em cada cidade do país
Essa é uma realidade que eu nunca quis
O povo se matando, os milicos pedindo bis

Segregação, apartheid social, separação
De um lado o pobre, do outro o verdadeiro ladrão
Vídeo com esse som:
BIG UP!

quinta-feira, 12 de julho de 2007







E vem chegando os JOGOS PANAMERICANOS!
Lucros para os ricos e BALA para os pobres.
Existe mais de uma realidade ao seu redor.

Estátua da Liberdade na Barra da Tijuca?!
Um dia eles tacam fogo num índio e dizem: puts....pensei que era um mendigo...
No outro dia eles espancam uma doméstica e dizem: noooossa, viajei! pensei que fosse uma prostituta...
Me parece que os jovens estão emburrecendo.
E se um dia todos os mendigos e prostitutas resolverem se rebelar?!
Somos minoria no país dos miseráveis.

O poder está na mão de pouquíssimas pessoas como sempre.
Mas essas pessoas se esquecem - ou não sabem - que o dinheiro não compra TUDO no mundo.
Compra muitas coisas, mãs não compra a satisfação de quem está sempre de fora.
Não compra a satisfação de quem está sempre excluído desse joguinho simulador de uma realidade onde a evolução e a tecnologia só nos trazem o bem.

E mesmo assim, cegamente, milionários continuam a investir em seu próprio fim.
Milhões...
Milhões....
Milionários....bilionários.....
Que diferença faz a partir de um certo ponto?!
Já que não consegue gastar nem um décimo do que tem.....porque acumular mais dinheiro?!
São apenas números numa tela.
APENAS NÚMEROS NUMA TELA.
"O que é assaltar um banco, diante de FUNDAR um?!"
Brasil: o país das maiores injustiças, onde os bancos comandam o país, e a gente sempre paga os juros mais altos do planeta.

A longo prazo não se pensa no resultado. Só importa o prazer do agora.
E é aí que encontra-se a burrice da elite.

Até quando o povo aguenta sofrer?!

Apresse-se! Construa logo seu esconderijo!!!!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

A minha sina


Enquanto eu ando eu faço rima.

Eu to sonhando, eu to rimando.

Eu to acordado, palavra em cima.

Essa minha sina eu vou levando.

Não sou o rei do freestyle, tão pouco o dono da verdade, mas se você se ligar na vibe vai ver que tem sinceridade.

Sinceridade na palavra é uma meta que eu busco, independente do assunto, seja suave ou seja brusco.


Tem muita coisa que tá na cara, mas muita gente não consegue ver.
Porque simplesmente olhar, não te faz entender.

É preciso pensar, é preciso refletir.

O preconceito, deixa de lado, senão você não vai sair do lugar comum que muita gente se encontra.

To ligado, sou só mais um, mas muita gente se espanta quando alguém pega o microfone e a realidade canta.


Gomes

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Insatisfação perpétua.

A sociedade do medo nos dá soluções práticas para vivermos o nosso dia-a-dia em "tranquilidade": cercas elétricas, alarmes, segurança particular, pit-bulls adestrados.
O mundo lá fora é selvagem, então como se proteger?
A resposta: se trancafiando.
Mas trancafiado, como podemos saber do mundo e gastar o pequeno tempo ocioso que ainda nos resta? Onde empregar o dinheiro que ganha-se trabalhando exaustivamente?
Televisão, internet, rádio.
Jornais impressos e revistas se tornam referências de luxo ou intelectualidade numa sociedade formada por indivíduos de vidas vazias que na maioria das vezes, optam pela televisão para se assistirem em um espelho espetacular de suas vidas empobrecidas.

Um garoto de dez anos de idade, ainda não sabe como se comunicar pessoalmente, visto que desde os sete, sempre conversou pela internet.
A ansiedade toma conta de uma geração que acostuma-se cada vez mais com uma individualidade sem subjetivação.

O olhar crítico falta, a apatia reina, o querer é o verbo da vez, o ter representa sua visibilidade.
E assim somos influenciados a desejar e fantasiar utopias mercadológicas que nos darão produtos mascarados de satisfação, mas que nos manterão em eterna vontade de ter mais.
Frustrados, morreremos e seremos enterrados em caixões estilizados, tendo antes um velório com pay per view.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Confronto nas favelas do RJ. Qual o seu Bicho Papão?

Nesse fim de semana, abri a Folha de SP no sábado e gostei de uma matéria que li.
É muito gratificante encontrar num jornal um artigo com real senso crítico.
O artigo dá alguns dados e nos conta um pouco do que tem ocorrido durante a ação de confronto que a polícia vem executando num complexo de favelas no Rio de Janeiro.
Vou colocar alguns pedaços aqui pra vocês lerem.

Luis Vianna, Márcia Brasil, Raphael Gomide e Sergio Torres:
"Após 152 dias da posse do governo de Sérgio Cabral Filho (PMDB), a polícia tem se deparado com com o seguinte dilema em sua ação num complexo de favelas da zona norte do RJ: grande frequência de confrontos sem inteligência, e pequenos momentos de atuação inteligente.
Um mês de megaoperação com mais de mil policiais no Complexo do Alemão resultou em 55 feridos, 17 mortos, 10 suspeitos presos, 13 armas e 240 kg de drogas apreendidos. Nas operações de 2007, a polícia fluminense matou 40% mais! Prendeu 23% menos! E apreendeu 9% menos drogas e 8% menos armas do que no ano passado.

CRESCERAM OS CASOS DE BALA PERDIDA.

No Complexo do Alemão e favelas da Penha vivem mais de 150 mil pessoas.
Estima-se que MENOS DE 1% TENHA ENVOLVIMENTO COM TRÁFICO.


Com a operação policial, os lojistas calculam perdas de r$ 5 milhões, os imóveis se desvalorizaram em 30%, o lixo não vem sendo recolhido, o abastecimento de água está precário, telefones fixos não funcionam, e a luz já foi cortada".

Luiz Vianna:
O filho mais velho da balconista Nilda Braga tem 12 anos e o sonho de ser administrador de empresas. Mas por causa do conflito na Vila Cruzeiro, sua escola está fechada e seu sonho, mais distante.
As 6 escolas de ensino fundamental e as 3 creches do complexo estão fechadas.
Antônio Tibúrcio - presidente da Associação de moradores da Vila Cruzeiro disse:
O SOCIAL PAROU, A EDUCAÇÃO PAROU, A ECONOMIA PAROU. SÓ RECEBEMOS BALA.

Por causa destas balas, os dias de Nilda e seus dois filhos passaram a ser maiores e piores.
"Tem semana que a gente só dorme três noites em casa. Eu ligo antes, se a situação estiver ruim, não volto", diz.
"Tudo ficou pior. Não temos nada a ver com essa situação e estamos pagando o pato", conta Nilda.

Antônio Tibúrcio reforça, "Se o confronto parasse hoje, levaríamos uns três anos pra nos recuperar. E as crianças principalmente, vão precisar de ajuda psicológica. Elas choram só ao ouvir fogos e vêem o Caveirão - carro de operação militar - como o bicho papão".

À medida que a sociedade evolui, evolui com ela suas belezas e suas mazelas.
Suas belezas?
Apenas algumas, visto que as belezas naturais são cercadas por donos milionários que as compram e não nos deixam mais vê-las, ou então são simplesmente destruídas.
Triste saber que em meio a tudo isso, existem pessoas destinadas a uma coincidência de fatos fatais.
Pois é.
Hoje, o raio cai duas vezes no mesmo lugar!

Rodrigo de Oliveira, 19, morador da Vila Cruzeiro, foi baleado na tarde de 2 de maio, sendo atingido por uma bala perdida no pé esquerdo. Levago ao HGV (Hospital Getúlio Vargas), foi liberado no mesmo dia.
Dezesseis dias depois voltou ao HGV morto.
Foi atingido por uma bala perdida no pescoço.


E viva a democracia burguesa!
Deixemos a minoria do país intacta, continuemos sem opções para a maioria, e compremos tanques de guerra.

Concorda?

terça-feira, 29 de maio de 2007

Brasil. Meu orgulho, minha dor.

Essa é uma nova letra de música minha.
Ainda to gravando a voz, em breve ela estará no www.myspace.com/fredgomes

BRASIL

Eu dou graças a Jah por ter nascido no Brasil.
Não tenho preconceito, toda batida se mistura no meu peito.
Africanidade tá no sangue, pode crê.
Eu tenho orgulho de saber
Que o que foi feito lá atrás, a gente pode sentir.
A raiz ta presente, cê pode conferir.
Em toda batida o negro ta presente.
Toda batida um pouco de África, resistente.

Onde já se viu tamanha alienação.
Um país tão bonito com tanta separação.
A renda continua sem ter distribuição.
Assim se planta excluído, se colhe ladrão.
Tantas residências parecendo prisão.
Tanto maluco trabalhador sem ter dinheiro pro busão.
Fim de semana vem a cachaça como a melhor diversão.
Pra esquecer o sofrimento que seu moleque quase todo dia passa quando os home embaçam, quando os home saem na caça de um pobre pra tirar lazer.
Humilhação, não dá pra esquecer.

E ainda tem que ouvir que ta pagando pecado.
Pecado que foi cometido pelos seus antepassados.
Toma chibata, toma coronhada, o pecado é de quem?!
Inocente suspeito, geral na avenida, o pecado é de quem?!
Cultura foi dizimada, sua tribo massacrada, o pecado é de quem?!
Seus deuses sofreram atentado, o pecado é de quem?!

Televisão, big brother, anestesia, Faustão.
Jornal Nacional, a favor do capital.
Globalizando sua cabeça, domingo legal.

Branco, preto, vermelho, amarelo.
Chega de besteira o mundo ta ficando velho.
Já passou da hora da gente amadurecer.
Mas nunca é tarde, eu vou conta uma real pra você.
Quanto menos inimigos, mais amigos ce vai ter.
Então não pense no dinheiro pros amigos escolher.
Então não julgue ninguém pela cor, não desmereça nenhum Deus.
Somos todos irmãos, então cuide dos seus.
Nobres, plebeus, religiosos e ateus.
Sem divisão, você é humano, entendeu?

Gomes

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Ganja Groove Sistema de Som


No dia 09 de JUNHO Ganja Groove trás os amigos do Radiola Dub pra fazer a conexão São Carlos-Araraquara, sempre tacando fogo no interior de SP.

Seleção de roots, dub, dancehall, steppas, new roots a noite toda até a galera cansar de dançar.


Sobre o Ganja Groove


Entidade Sonora formada por músicos, amigos e DJs criada em 2006 para realizar eventos de caráter cultural e crítico, ambos tão necessários em nossas vidas.O principal enfoque: Reggae, Dub e Dancehall, com atenção especial voltada para o interior paulista.“Queremos mostrar as verdadeiras raízes do estilo, provando as influências que elas exercem em todos nós durante o nosso dia-a-dia”.No dia 16 de Setembro de 2006, São Carlos pôde conferir o primeiro ataque do coletivo com a realização do evento Adube, que reverberou não só na vizinhança, como também em capitais de todo o país, aguçando nos metropolitanos, a ânsia por conhecer as produções do interior de SP.
Precisando de DJs aptos a emanar o som da Jamaica e difundir a energia necessária que uma festa de reggae não pode deixar de ter, chame os seletores Ganja Groove. Sempre prontos a ajudar e com o mantra na bagagem: "Não tomem remédios, escutem Dub”.

Sobre os eventos:
Quinzenalmente participam de um evento que consolida a união entre a crew Radiola Dub de Araraquara e a crew Ganja Groove.
O evento acontece em Araraquara na Toca do Zorro, sendo denominado como Radiola Groove.

Mensalmente participam do evento criado pela crew Caixa Preta DJs, consolidando a união entre o reggae e a black music, sempre numa quinta-feira no Armazém Bar em São Carlos.

No dia 16 de Setembro de 2006, o evento ADUBE contou com os seguintes artistas:
Jimmy 7 Velas e Banda QQ Imperial – São Paulo
Dacal – Rio de Janeiro
King Trip – Araraquara
Aldeia Reggae – São Carlos

No dia 1 de Dezembro de 2006, Ganja Groove realizou outro evento com os seguintes artistas:
Jimmy 7 Velas e Banda QG Imperial + Convidados – São Paulo
Papas Dub – São Carlos
Radiola Dub Selectahs – Araraquara

No dia 17 de Março de 2007, Ganja Groove realizou um evento com:
Leidi Daí e Banda QG Imperial + Convidados – São Paulo
Ganja Groove Selectahs – São Carlos

segunda-feira, 21 de maio de 2007

A livre concorrência.

Alguns dizem que a educação é a chave da salvação de qualquer nação.
Não acho que estão errados.
Mas poucos sabem que muitos engravatados têm essa idéia montada da seguinte forma:
Mais educação = mais desenvolvimento = mais tecnologia = nação mais rica.
O olhar em cima do que é a educação passa a ser imediato, procurando as mudanças que sejam mais instantâneas.
Precisamos de competitividade e de liberalismo para podermos concorrer e crescer!

Sevcenko diz que "os argumentos em favor desse ideal enfatizam o que é caracterizado como seus aspectos positivos: a difusão de idéias e informações, a atualização e transferência das tecnologias, o rebaixamento dos custos das mercadorias e a ampliação das opções para os consumidores.
Porém, seus aspectos negativos são cautelosamente ocultados, dada sua natureza alarmante: a rápida concentração de renda, o desemprego em massa, a exploração e mortalidade infantil, a difusão da miséria desamparada, o crescimento do tráfico de drogas, o aumento da criminalidade e da violência, a instabilidade financeira que torna a ordem mundial cada vez mais volátil e insegura. Bastam alguns poucos dados para revelar o rumo turbulento que o mundo vai tomando.
O Relatório de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas, na sua edição de 2000, revela que a disparidade de renda entre os países mais ricos e os mais pobres, que era da ordem de 3 para 1 em 1820, atingiu 44 para 1 em 1973, chegou a 72 para 1 em 1992, e está atualmente ao redor de 80 para 1.
Entre 1990 e 1998, a renda per capita caiu nos 50 países mais pobres e aumentou nos 28 mais ricos. Cerca de 1,2 bilhão de pessoas, o que equivale a um quinto da população mundial, vivem em nível de miséria absoluta.
Cerca de 200 crianças morrem por hora nos países do Terceiro Mundo, em consequência de desnutrição e de doenças banais, para as quais a cura seria simples, desde que houvesse recursos de atendimento".

Eu pergunto:
Cadê a tecnologia a favor da humanidade?
Redução de estômago, lipoaspiração, plástica no rosto, silicone no corpo.
Alisamento de cabelo, tintas de cabelo, unhas postiças, carros potentes, homem na lua.
Fast food cada vez mais ágil, energéticos, comidas semi-prontas, transgênicos.
Armas pequenas e eficazes, aviões de caça bem rápidos, tanques blindados.
Cercas elétricas, alarmes, câmeras de segurança, pitt bull.

Ué...estranho...qual é o foco? Quem consome tudo isso?

Essa é uma corrida em busca do ouro.
Quem são os garimpeiros?
Quem são os donos do ouro?
Quem está se divertindo?
Quem tem lazer?
Quem tem tempo pra estudar e se intelectualizar?
Quem pode sentar e tomar uma cerveja com os amigos todo fim de semana?
Quem pode pegar balada todo fim de semana?
Quem pode viajar no feriado?
Quem pode pagar um plano de saúde?
Quem pode manter a saúde bucal em ordem?
Quem pode comer cereal matinal todos os dias?
E comer num restaurante todo fim de semana?

São perguntas simples...
Quantos QUEREM fazer tudo isso.......e quantos PODEM?

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Dub e Sound System (Sistema de Som)

DUB:O Dub é o pai do remix...
Criado no final dos anos 60 na Jamaica por produtores como King Tubby e Lee Perry.
Em princípio o dub era simplesmente uma versão instrumental de um reggae já lançado por algum artista e que virava uma grande pedra  a se tocar nos bailes, pois sem o vocal o público podia interagir cantando a música e também foram essas versões dub que deram espaço para o início das improvisações ao microfone que eram feitas ao vivo - que um dia viria dar luz ao que se faz no rap: DJ + MC.
Voltando ao dub, nele os sons originais são reprocessados com efeitos, a mixagem normalmente dá ênfase ao baixo e à bateria (drum'n'bass), todo (ou quase todo) vocal original das músicas são retirados e assim se cria um estilo de música pesada no grave e cheia de ecos, delays, paramétricos, entre outros efeitos utilizados nas mixagens que dão aquele clima hipnótico e psicodélico de certa forma.
O dub revolucionou as formas como o planeta passou a ouvir e produzir música, influenciando os mais variados estilos musicais.

Atualmente existem bailes espalhados pelo mundo todo que se dedicam a ligar seus sistemas de som e tocar reggae em suas diversas formas, inclusive o DUB.
Uma particularidade que existe atualmente é que as pessoas produzem músicas já considerando o dub como um possível estilo a ser seguido. Se antes ele era invariavelmente o remix de uma música já gravada, hoje artistas já produzem músicas seguindo sua linha.

Sound System:O Sound System é o que o próprio nome já nos diz: Sistema de Som.
São as caixas que propagam o reggae tocado em vinil.
Na Jamaica esta cultura passou por diversas fases, mas o que sabemos é que no reggae ela surgiu com muita força na época em que produtores / donos de estúdio levavam seus sistemas sonoros para a rua e colocavam para tocar os discos que eles estavam produzindo. Era uma forma de mostrar o seu trabalho para a comunidade e os interessados poderem comprar.
Com o passar do tempo essa cultura foi se solidificando e muita gente passou a acompanhar esses momentos de difusão do reggae pelo sistema de som. As pessoas se juntavam para ir ouvir as novidades e aproveitavam pra tirar um lazer, queimar aquela ganja, tomar uma birra, dançar, paquerar...
A partir daí a coisa fica muito interessante comercialmente para os caras que tinham a sacada de comparecer pra vender bebidas...e mais pra frente pros caras que começam a fazer os bailes fechados em seus salões.
Com o tempo muitos produtores começaram a construir seus sistemas de som e aconteceram diversas disputas, pois um produtor ou grupo queria ter o sistema de som mais potente que o outro. De um certo modo isso incentivou a todos que vivam essa cultura a pesquisar, estudar e investir naquilo que acreditavam.
Hoje as pessoas que gostam e vivem a cultura sound system apreciam de diversas formas: tem quem queira apenas ligar o seu sistema de som entre amigos sem crise pra relaxar, tem quem curta fazer bailes pagos à noite, tem que busque formas de levar o sistema de som para locais desfavorecidos no acesso desta cultura, tem quem seja mais focado em sua coleção de vinil buscando raridades e/ou dubplates (discos exclusivos), e também existem as disputas de sistemas de som e seleções sonoras.

Resumindo muito e sem citar muitas outras questões da cultura sound system, a ideia deste texto era apenas realizar uma breve e simples introdução dessa cultura àqueles que se interessam hoje...
Existe toda uma história por trás, mas o lance do sound system é bem simples:

Caixas de som tocando reggae com grave bem forte para todos poderem dançar, celebrar, se divertir, refletir, absorver as frequências e as mensagens estejam onde estiverem, seja na rua, seja na natureza ou seja em um salão.O mais importante é poder sempre propagar a mensagem pra frente e consciente, para que todos possam se divertir na paz! E assim são os bailes sound system!







quarta-feira, 16 de maio de 2007

Espasmos

Ando tendo espasmos de pensamentos sobre os descasos que vejo ao redor.
Tem gente preocupada e pensante, mas sempre sem se proclamar, sem se posicionar.
A imagem diante de um consenso geral sempre importa mais. Afinal, como disse dia desses um amigo meu, "a vida é um slogan".
Todos querem ser aceitos, e é difícil querer tomar a posição do chato pessimista, porém, muitas vezes ao mostrar uma simples realidade, o indivíduo é chamado de niilista.
Isso porque é melhor ser otimista e acreditar em melhoras sem levar em conta todos os detalhes e devidas considerações que sempre devemos fazer.
Quando se está dentro da parcela da população que tem uma vida que ainda nos dá espaço para pensar, refletir e ter prazeres, tudo parece um pouco mais limpo.
Esquecemos que no mundo já tem asfalto demais...e isso só é bom para te levar até aquele lugar que antes era de difícil acesso. Em todos outros aspectos que fogem do ECONÔMICO, asfalto é ruim.
A economia e o progesso técnico nunca deveriam estar acima do ser humano, da vida. Mas a religião do consumo nos causa cegueira, e como evitar as vontades, os desejos, abdicar de status e pensar no melhor para TODOS, se é do status que dependemos para praticamente tudo?
É difícil viver sem remédio, sem anestésico, pois o mundo sempre nos mostra o caos...
O mundo nos mostra o caos e o instinto nos dá esperança. Caso não houvesse esse instinto, pararíamos e esperaríamos o fim.

Alguns países ricos, e muitos países pobres.
Alguns poucos desfrutando do mundo, e uma grande maioria sofrendo.
A resposta?
LUCRO, GANÂNCIA, COMPETITIVIDADE.

"Para a sociedade, coletivamente, só haverá vantagens na busca de maior produtividade quando seus resultados forem distribuídos para elevar o nível do bem-estar coletivo. Isso pode ser atingido mediante a elevação proporcional dos salários, a redução dos preços de bens e serviços ou aumento de investimentos dos lucros gerados, na expansão do sistema produtivo."

Quanto tempo mais pro mundo?

Reggae é meu remédio, qual o seu?

terça-feira, 15 de maio de 2007

Papa, Bush, Fé blindada!

150 mil pessoas compareceram à missa do Papa Bento 16 em Aparecida.
Um quarto do que era esperado de acordo com a infra-estrutura que montaram.
Os motivos:
1- Dia das mães.
2- Televisão transmitindo.

Esses foram os motivos que os jornais enumeraram.
Mas, será que realmente é só isso?!
Num mundo onde a fé precisa estar blindada, com medo, não é de se espantar que cada vez mais pessoas nem saibam o que é FÉ!
Porque tanto medo?!
É desconfiança em Deus? Desconfiança no homem?
Mais segurança do que pediu Bush.
Isso é bom?! Isso é ser religioso?
Um Papa que se preze, que mereça respeito deveria dispensar todos aqueles aparatos, e crer que Deus estaria ao seu lado, e que a fé não o deixaria correr riscos de vida.
E afinal, se fosse atacado e morresse...não seria o destino que Deus teria o dado?!

Vários mendigos sempre ficavam alojados na região de SP onde o Papa ficou hospedado.
Eles foram mandados embora de lá, limpados como sujeira.
O Papa não pode ver o Brasil como ele é?!
E assim os principais problemas que são colocados em foco são aqueles do tipo: aborto, aticoncepcional e família dedicada à religião.
Tudo isso é mais importante do que voltar os olhos para a miséria e para a fome.

Pois é.
150 mil vendo o Papa.

Enquanto isso, 1 milhão de turcos se reune pra pedir Estado laico em Esmirna.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Virada Cultural - Mídia sempre ataca os rappers.

3,5 milhões de pessoas compareceram à virada cultural.
A manchete estampada em todos os jornais sobre o evento:
"Fãs dos Racionais entram em conflito com a polícia durante show."
O que se diz é que quem causou todo conflito foram cerca de 30 baderneiros que nem são os verdadeiros fãs do Rap. E eles conseguiram total apoio da mídia no que diz respeito a propagar negatividade ao nosso redor.

"O que alguns acham alarmante, é cotidiano para os outros" - essa é uma inteligente frase proferida pelo rapper Macarrão no filme Fala Tu, produção brasileira de alta qualidade.
A distribuição de renda não é feita lá em cima, alguns tentam nivelar por baixo.
Conhecidos me disseram: "Po...os caras chegavam, tomavam a garrafa de bebida da mão de alguém, davam um gole, passavam pra todos os amigos antes de devolver, e depois iam embora."
É normal estar num posto confortável, poder consumir e achar que salário mínimo, desemprego, transporte público zoneado não é violência, e quem passa por isso ainda tem que se conformar.
Suplicy - que assistia ao show dos Racionais - disse que a polícia continuou a agir quando a situação já estava controlada. "Acho que a polícia, em alguns momentos, só fez a confusão se expandir mais ainda."
Em outro tipo de pensamento, a frase de Kyara Magalhães: "Acho que foi um erro a prefeitura organizar um show dos Racionais num lugar aberto juntando um monte de gente da periferia."

Pois é, quanto falta para quererem construir um muro e dividir o mundo em dois?
30% representando os favorecidos de um lado.
70% representando os desfavorecidos do outro.
Ooooops, num dá certo né?! Afinal, esses 30 % dependem do trabalho dos 70% que construíram nosso país, e ainda assim, tem gente que acha que eles não merecem um evento de graça.

"O que alguns acham alarmante, é cotidiano para os outros"
Os ocorridos são apenas um sintoma.
O termômetro ta aí mostrando a febre.
Bem vindo! O mundo não é uma fantasia!