segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Eu não vou mais cair!


Quanto tempo demora pra a gente poder perceber
que a vida não é só de glória, tem que saber perder?
Nem tudo é como se pensa, tão pouco como se quer.
Tem que acreditar num sonho pra poder ficar de pé.
Cada dia que eu levanto ainda sonhando, eu fecho os olhos e não quero acordar,
mas alguém chama lá fora.
Um dia, mais um dia vai chegando, fôlego pra vida, esparadrapo na ferida pra poder continuar.
E eu espero calmo ele chegar ao fim, mas eu não espero a vida passar por mim.
Eu sei, eu quero seguir.
Eu sei, eu vou conseguir.
Podem os dragões me seguir, eles não vão me reprimir.
Veloz e furioso, com Dragão a gente tira racha.
Ganja Groove é puro fogo, Babilônia vira fumaça.
Pra falar de Sound System, pensamento 100% positivo, muito ativo e operante.
Aqui só tem flagrante tipo registro momentâneo de ingrediente para a nossa inspiração.
Pode ser um sorriso, pode ser um abraço ou um aperto de mão.
O importante é garantir que você vai ficar feliz.
Com tudo aquilo que você pensa, tudo aquilo que você diz.

Não vou mais cair, não vão mais me derrubar.
Ta ligado o tempo passa, a gente aprende a se esquivar.
Derruba todos os dragões, reverte o fogo pra queimar.
Feitiço contra o feiticeiro é a ira de Jah Jah.
A vida é tipo bumerangue, tudo que vem vai.
Se você só faz maldade, só maldade atrai.
Por favor, tenha piedade com ambiciosos, Pai.
Eu & Eu já sabemos, um dia a Babilônia cai!


Eu & Eu já sabemos um dia a Babilônia cai
Eu & Eu já sabemos, o povo não agüenta mais
Eu & Eu já sabemos um dia a Babilônia cai
Eu & Eu já sabemos, dinheiro não compra a paz
Mas dinheiro financia fantasia, anestesia temporária.
Distração é regra, não tem exceção, abstração necessária.
Filosofia precária, pela qual se paga barato no momento, mas sai caro no final.
Quando acorda de ressaca da ilusão
não tem remédio que cure a dor da realidade
Mas eu tenho esperança na cura da humanidade.
E ela não ta na vaidade, ela não ta em dinheiro acumulado.
É uma só a verdade, você não leva nada para o outro lado
Então se liga só nesse recado:

Não adianta, daqui nada você vai levar
Aqui se faz, aqui se paga, a vida não tem replay


Gomes

sábado, 28 de julho de 2007


Dia desses me lembrei de um álbum do Steel Pulse chamado VEX que tem um texto introducional muito bom.
O texto está no encarte do disco, e foi escrito por Faybiene Miranda em 1994.
Fiz uma tradução do texto e juntei com algumas idéias minhas.
Como resultado: mais uma música!
Assim que gravá-la, disponibilizarei no www.myspace.com/fredgomes
Por enquanto, curtam o texto adaptado:


Pra falar de opressão não me falta exemplo.
Pra falar de opressão, até me falta tempo.


A evidência que sustenta o inevitável confronto entre a desigualdade e a tão calada justiça, está escrita em sangue pelas páginas do tempo.
Pra falar de opressão não me falta exemplo.
O povo sempre foi marcado pelo sofrimento.

Capítulo, parágrafo, do livro do lamento que é a vida pode crê.
Mas não vou esquecer, que tem gente que ta na luta, ta na luta pra vencer.
Forças do futuro se preparam para amenizar.
As marcas dessa decepção histórica.

Os tempos estão mudando, a gente não consegue acompanhar.
Mártires morreram pra uma lição nos ensinar.
Tremores vindos debaixo vibram com toda fúria.
O dedo no gatilho fica mais justo a cada dia.

Nossa paciência já está se acabando.
Nossas mentes eles estão sempre violando.
Sem sentimento, nem piedade. Ninguém pode explicar.
Explosivos, sem se abalar, nosso prazer e sofrimento.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Se o Dub é o meu remédio


Se o dub é meu remédio, King Tubby, Mad Professor
Foi quem me receitou, vibe de Jah me pegou
Meu olhar modificou, minha mente apaziguou
Então JahJah já vai já chamar Jah já vai já

Então se liga na missão, que todo dia temos uma
Acordou, pôs o pé no chão, foi em direção à rua
E logo encontrou realidade nua e crua
Não se esqueça do laço social entre a minha vida e a sua
Tipo sol e lua, tipo operário e patrão
Um depende do outro, mas ser humano é sem noção
Sempre visa o lucro, esquece do brother pela ambição
Na tela do caixa eletrônico tem bem mais de 1 milhão
Dinheiro que ta sobrando, sustentando geração após geração

Ilusão, dinheiro não compra satisfação
Segurança, não se faz com bala e sim com educação
Essa retaliação em coisa boa não vai dar
O número de miseráveis cada dia cresce mais
Os ricos aumentam os muros pra buscar a paz
Eu vejo Berlim em cada cidade do país
Essa é uma realidade que eu nunca quis
O povo se matando, os milicos pedindo bis

Segregação, apartheid social, separação
De um lado o pobre, do outro o verdadeiro ladrão
Vídeo com esse som:
BIG UP!

quinta-feira, 12 de julho de 2007







E vem chegando os JOGOS PANAMERICANOS!
Lucros para os ricos e BALA para os pobres.
Existe mais de uma realidade ao seu redor.

Estátua da Liberdade na Barra da Tijuca?!
Um dia eles tacam fogo num índio e dizem: puts....pensei que era um mendigo...
No outro dia eles espancam uma doméstica e dizem: noooossa, viajei! pensei que fosse uma prostituta...
Me parece que os jovens estão emburrecendo.
E se um dia todos os mendigos e prostitutas resolverem se rebelar?!
Somos minoria no país dos miseráveis.

O poder está na mão de pouquíssimas pessoas como sempre.
Mas essas pessoas se esquecem - ou não sabem - que o dinheiro não compra TUDO no mundo.
Compra muitas coisas, mãs não compra a satisfação de quem está sempre de fora.
Não compra a satisfação de quem está sempre excluído desse joguinho simulador de uma realidade onde a evolução e a tecnologia só nos trazem o bem.

E mesmo assim, cegamente, milionários continuam a investir em seu próprio fim.
Milhões...
Milhões....
Milionários....bilionários.....
Que diferença faz a partir de um certo ponto?!
Já que não consegue gastar nem um décimo do que tem.....porque acumular mais dinheiro?!
São apenas números numa tela.
APENAS NÚMEROS NUMA TELA.
"O que é assaltar um banco, diante de FUNDAR um?!"
Brasil: o país das maiores injustiças, onde os bancos comandam o país, e a gente sempre paga os juros mais altos do planeta.

A longo prazo não se pensa no resultado. Só importa o prazer do agora.
E é aí que encontra-se a burrice da elite.

Até quando o povo aguenta sofrer?!

Apresse-se! Construa logo seu esconderijo!!!!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

A minha sina


Enquanto eu ando eu faço rima.

Eu to sonhando, eu to rimando.

Eu to acordado, palavra em cima.

Essa minha sina eu vou levando.

Não sou o rei do freestyle, tão pouco o dono da verdade, mas se você se ligar na vibe vai ver que tem sinceridade.

Sinceridade na palavra é uma meta que eu busco, independente do assunto, seja suave ou seja brusco.


Tem muita coisa que tá na cara, mas muita gente não consegue ver.
Porque simplesmente olhar, não te faz entender.

É preciso pensar, é preciso refletir.

O preconceito, deixa de lado, senão você não vai sair do lugar comum que muita gente se encontra.

To ligado, sou só mais um, mas muita gente se espanta quando alguém pega o microfone e a realidade canta.


Gomes

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Insatisfação perpétua.

A sociedade do medo nos dá soluções práticas para vivermos o nosso dia-a-dia em "tranquilidade": cercas elétricas, alarmes, segurança particular, pit-bulls adestrados.
O mundo lá fora é selvagem, então como se proteger?
A resposta: se trancafiando.
Mas trancafiado, como podemos saber do mundo e gastar o pequeno tempo ocioso que ainda nos resta? Onde empregar o dinheiro que ganha-se trabalhando exaustivamente?
Televisão, internet, rádio.
Jornais impressos e revistas se tornam referências de luxo ou intelectualidade numa sociedade formada por indivíduos de vidas vazias que na maioria das vezes, optam pela televisão para se assistirem em um espelho espetacular de suas vidas empobrecidas.

Um garoto de dez anos de idade, ainda não sabe como se comunicar pessoalmente, visto que desde os sete, sempre conversou pela internet.
A ansiedade toma conta de uma geração que acostuma-se cada vez mais com uma individualidade sem subjetivação.

O olhar crítico falta, a apatia reina, o querer é o verbo da vez, o ter representa sua visibilidade.
E assim somos influenciados a desejar e fantasiar utopias mercadológicas que nos darão produtos mascarados de satisfação, mas que nos manterão em eterna vontade de ter mais.
Frustrados, morreremos e seremos enterrados em caixões estilizados, tendo antes um velório com pay per view.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Confronto nas favelas do RJ. Qual o seu Bicho Papão?

Nesse fim de semana, abri a Folha de SP no sábado e gostei de uma matéria que li.
É muito gratificante encontrar num jornal um artigo com real senso crítico.
O artigo dá alguns dados e nos conta um pouco do que tem ocorrido durante a ação de confronto que a polícia vem executando num complexo de favelas no Rio de Janeiro.
Vou colocar alguns pedaços aqui pra vocês lerem.

Luis Vianna, Márcia Brasil, Raphael Gomide e Sergio Torres:
"Após 152 dias da posse do governo de Sérgio Cabral Filho (PMDB), a polícia tem se deparado com com o seguinte dilema em sua ação num complexo de favelas da zona norte do RJ: grande frequência de confrontos sem inteligência, e pequenos momentos de atuação inteligente.
Um mês de megaoperação com mais de mil policiais no Complexo do Alemão resultou em 55 feridos, 17 mortos, 10 suspeitos presos, 13 armas e 240 kg de drogas apreendidos. Nas operações de 2007, a polícia fluminense matou 40% mais! Prendeu 23% menos! E apreendeu 9% menos drogas e 8% menos armas do que no ano passado.

CRESCERAM OS CASOS DE BALA PERDIDA.

No Complexo do Alemão e favelas da Penha vivem mais de 150 mil pessoas.
Estima-se que MENOS DE 1% TENHA ENVOLVIMENTO COM TRÁFICO.


Com a operação policial, os lojistas calculam perdas de r$ 5 milhões, os imóveis se desvalorizaram em 30%, o lixo não vem sendo recolhido, o abastecimento de água está precário, telefones fixos não funcionam, e a luz já foi cortada".

Luiz Vianna:
O filho mais velho da balconista Nilda Braga tem 12 anos e o sonho de ser administrador de empresas. Mas por causa do conflito na Vila Cruzeiro, sua escola está fechada e seu sonho, mais distante.
As 6 escolas de ensino fundamental e as 3 creches do complexo estão fechadas.
Antônio Tibúrcio - presidente da Associação de moradores da Vila Cruzeiro disse:
O SOCIAL PAROU, A EDUCAÇÃO PAROU, A ECONOMIA PAROU. SÓ RECEBEMOS BALA.

Por causa destas balas, os dias de Nilda e seus dois filhos passaram a ser maiores e piores.
"Tem semana que a gente só dorme três noites em casa. Eu ligo antes, se a situação estiver ruim, não volto", diz.
"Tudo ficou pior. Não temos nada a ver com essa situação e estamos pagando o pato", conta Nilda.

Antônio Tibúrcio reforça, "Se o confronto parasse hoje, levaríamos uns três anos pra nos recuperar. E as crianças principalmente, vão precisar de ajuda psicológica. Elas choram só ao ouvir fogos e vêem o Caveirão - carro de operação militar - como o bicho papão".

À medida que a sociedade evolui, evolui com ela suas belezas e suas mazelas.
Suas belezas?
Apenas algumas, visto que as belezas naturais são cercadas por donos milionários que as compram e não nos deixam mais vê-las, ou então são simplesmente destruídas.
Triste saber que em meio a tudo isso, existem pessoas destinadas a uma coincidência de fatos fatais.
Pois é.
Hoje, o raio cai duas vezes no mesmo lugar!

Rodrigo de Oliveira, 19, morador da Vila Cruzeiro, foi baleado na tarde de 2 de maio, sendo atingido por uma bala perdida no pé esquerdo. Levago ao HGV (Hospital Getúlio Vargas), foi liberado no mesmo dia.
Dezesseis dias depois voltou ao HGV morto.
Foi atingido por uma bala perdida no pescoço.


E viva a democracia burguesa!
Deixemos a minoria do país intacta, continuemos sem opções para a maioria, e compremos tanques de guerra.

Concorda?